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Perito de Dark Horse tem contrato de R$ 728 mil com previdência exposta ao Banco Master
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Brasil

Perito de Dark Horse mantém contrato de R$ 728,5 mil com instituto de Cajamar

Empresa de Anísio Costa Castelo Branco presta serviços ao instituto que investiu R$ 87 milhões em títulos do Banco Master.

A empresa comandada por Anísio Costa Castelo Branco, contratado para analisar as contas de Dark Horse, também presta serviços ao Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), que investiu R$ 87 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master. O contrato entre as partes soma R$ 728,5 mil e foi firmado em janeiro de 2026, por inexigibilidade de licitação.

Do total, R$ 692,7 mil correspondem a uma perícia investigativa defensiva sobre os investimentos no banco. O trabalho é executado pelo IPI – Instituto de Perícia Investigativa, comandado por Anísio, e inclui a análise de demonstrações contábeis do Banco Master, o acompanhamento de procedimentos administrativos no Banco Central e o exame de documentos produzidos pela KPMG e pela Fitch Ratings.

A perícia também avalia a atuação do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Previdência. O IPI presta assistência técnica aos advogados do IPSSC em ações e procedimentos relacionados às aplicações. Anísio afirmou que o trabalho pode gerar laudos, pareceres e notas técnicas para embasar medidas de recuperação dos recursos, pedidos de indenização e eventual responsabilização de agentes. A análise ainda está em andamento e não chegou a uma conclusão definitiva sobre responsabilidades.

Investimentos de Cajamar

De acordo com o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, o IPSSC fez três aplicações em Letras Financeiras do Banco Master: R$ 35 milhões em outubro de 2023, R$ 25 milhões em dezembro de 2023 e R$ 27 milhões em março de 2024. O valor correspondia a mais de 15% da carteira do regime próprio de previdência do município.

O órgão apresentou representação ao Tribunal de Contas do Estado para questionar os investimentos. Em levantamento posterior, identificou R$ 238,15 milhões aplicados por fundos previdenciários municipais paulistas em ativos relacionados ao Master. Cajamar tinha o segundo maior valor, atrás de São Roque, com R$ 93,15 milhões.

Uma ação popular questiona as três operações. Entre os réus estão o IPSSC, o Banco Master, Daniel Vorcaro, ex-dirigentes da previdência municipal, uma consultoria e Danilo Joan, então prefeito de Cajamar. Em abril, a Justiça determinou uma perícia contábil e atuarial para examinar as aplicações, incluindo a situação financeira do banco, as análises de risco, os responsáveis pelas decisões e um possível impacto sobre o patrimônio previdenciário.

Análise das contas de Dark Horse

Em 11 de junho, Anísio assinou a perícia investigativa defensiva sobre as contas de Dark Horse, produção da Go Up Entertainment sobre Jair Bolsonaro. Antes disso, em 7 de maio, o IPSSC havia indicado o perito como assistente técnico na ação que discute os R$ 87 milhões investidos no Banco Master.

O financiamento do filme foi incluído nas investigações relacionadas a Daniel Vorcaro. A produção também é alvo de apuração sobre o caminho percorrido pelo dinheiro usado no projeto e sua relação com estruturas ligadas ao banqueiro.

Anísio disse que o escritório HSLaw, de Ricardo Hasson Sayeg, responsável por contratá-lo para a análise de Dark Horse, sabia de sua atuação no caso de Cajamar. Segundo o perito, as duas contratações passaram pelo setor de compliance do IPI, que não identificou conflito de interesses entre os trabalhos.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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