BELO HORIZONTE — A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a 10ª fase da Operação Overclean, que investiga suspeitas de desvios em contratos públicos da área de educação da Prefeitura de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. A apuração envolve possíveis direcionamentos para a contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de serviços e materiais didáticos.
A PF havia pedido, em fevereiro deste ano, autorização judicial para fazer buscas em endereços ligados a ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia. A autorização foi concedida apenas neste mês pelo ministro Nunes Marques, que, no entanto, vetou as buscas contra o político. Na decisão, o ministro do STF solicitou mais embasamento jurídico para um mandado contra ACM Neto e orientou a PF a procurar outras formas de obter provas.
Alvos da investigação
Entre os principais alvos estão Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte, afastado do cargo em outra etapa da operação, e o empresário Marcos Moura, conhecido como Rei do Lixo. Moura é apontado como um dos principais suspeitos em outras fases da Overclean, que investigaram fraudes em contratos de outros órgãos.
De acordo com a investigação, contratos que somariam R$ 80 milhões teriam sido firmados na área de Educação durante a gestão de Bruno Barral. O ex-secretário seria uma indicação de ACM Neto. A PF apura se empresas foram favorecidas por um grupo do qual, supostamente, o candidato faria parte, com o objetivo de cobrar propina.
Nesta fase, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Em um dos endereços vistoriados, os policiais encontraram R$ 215 mil em espécie.







