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Polícia apura suspeitas de desvios e denúncias envolvendo o Juventus
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Brasil

Polícia apura suspeitas de desvios e denúncias envolvendo o Juventus

Duas investigações da Polícia Civil de São Paulo analisam movimentações ligadas ao clube e a uma negociação de SAF.

A Polícia Civil de São Paulo investiga duas suspeitas de desvios financeiros no Clube Atlético Juventus, na Mooca, Zona Leste da capital paulista. As apurações envolvem R$ 1 milhão relacionado ao potencial construtivo do Estádio Conde Rodolfo Crespi, conhecido como Rua Javari, e parte dos R$ 20 milhões previstos em uma negociação para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Os casos estão sob responsabilidade da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCCPAT). A apuração ocorre em meio a disputas internas no clube e também passou a reunir denúncias de violência doméstica e agressão sexual envolvendo os advogados Guilherme Rodrigues e Luma Zaffarani, que foram casados.

Investigação sobre o potencial construtivo

A primeira frente apura se R$ 1 milhão deixou de entrar nos cofres do Juventus. Conforme a polícia, a movimentação foi identificada após uma quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça. O inquérito tem mais de 700 páginas e aponta como principal alvo o ex-presidente Antonio Ruiz Gonsalez.

O valor teria origem na venda de parte do potencial construtivo do estádio. O negócio foi formalizado em 2022, por meio de um termo de compromisso com a Prefeitura de São Paulo, após o tombamento da Rua Javari como patrimônio histórico.

Gonsalez nega irregularidades em suas gestões e afirma que todas as contas foram aprovadas pelos órgãos competentes. Ele também sustenta que a operação seguiu as normas do clube e não lhe trouxe benefício pessoal. Segundo o ex-presidente, as sindicâncias abertas contra ele tiveram os efeitos suspensos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Negociação da SAF

A segunda investigação examina um possível desvio de parte dos R$ 20 milhões previstos na venda do controle do futebol do Juventus para uma SAF. Guilherme Rodrigues, que participou do Conselho Deliberativo e de comissões internas, declarou inicialmente que R$ 900 mil teriam sido desviados sob a justificativa de pagamento de honorários advocatícios.

Segundo esse relato, o dinheiro seria dividido e enviado para contas de Carlos Eduardo Pedroso, policial civil e presidente do Conselho Deliberativo, e Dilson Tadeu dos Santos Deradeli, atual presidente do clube. Rodrigues depois recuou das acusações em mensagens e documentos, mas a investigação continuou.

O Clube Atlético Juventus e Dilson Tadeu dos Santos Deradeli foram procurados por telefone e whatsapp.

Denúncias pessoais e versões apresentadas

Luma Zaffarani afirmou ter sofrido agressões físicas e abuso sexual durante o relacionamento. Um áudio anexado à investigação registra Guilherme Rodrigues dizendo: "Do dia da calcinha, que eu já me desculpei, me arrependo. Ou de outras vezes, que eu fui muito abusivo com você mesmo e eu reconheço."

Em nota, Rodrigues negou as acusações pessoais e disse que elas seriam uma retaliação por ter levado às autoridades suspeitas de irregularidades no Juventus. Ele afirmou: "Não tenho condenação nem respondo a ação penal, muito menos tenho conhecimento de inquérito." Também declarou que se associou ao clube em janeiro de 2025, atuou sem remuneração em comissões e no Conselho Deliberativo e deixou essas funções em abril de 2026.

Rodrigues informou ainda que deixou o quadro de sócios depois de identificar indícios de irregularidades em contratos e pagamentos. Sobre as acusações pessoais, disse que foi casado por dez anos e que registrou ocorrência por calúnia após negar as alegações. O documento citado na nota é o BO nº MO9071-1/2026.

Antonio Ruiz Gonsalez classificou as acusações contra ele como parte de uma suposta perseguição política no clube. Ele afirmou que busca na Justiça a anulação das sindicâncias e de decisões internas, além de reparação por danos morais. A defesa cita as sindicâncias nº 49/2025 e nº 51/2025 e a Resolução nº 01/2026.

De acordo com a nota de Gonsalez, há ações em tramitação na 12ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo e recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo. O ex-presidente também afirma que a operação envolvendo a Rua Javari teve aprovação dos órgãos deliberativos do clube e não gerou vantagem pessoal.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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