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Desavenças na direita: entenda a ‘briga’ entre Aro, Simões e Cleitinho
Brasil

Racha entre candidatos da direita em Minas deixa Marcelo Aro sem apoio

Marcelo Aro rompeu com Mateus Simões e Cleitinho Azevedo após mudanças nas alianças para as eleições de 2026.

A disputa entre candidatos da direita pelo governo de Minas expôs uma série de rompimentos e deixou Marcelo Aro (PP), candidato ao Senado, sem o apoio de nenhum dos nomes do mesmo campo político. As chapas eleitorais foram fechadas no último dia 15.

Aro havia iniciado a pré-campanha ao Senado buscando integrar a chapa de Mateus Simões (PSD), atual governador. O primeiro conflito surgiu quando ele não aceitou uma composição que também incluía Carlos Viana (PSD), candidato ao Senado. Com a desistência momentânea de Cleitinho Azevedo (Republicanos) da disputa pelo governo, Aro passou a considerar uma candidatura própria ao cargo, ainda enquanto fazia parte do governo.

A decisão provocou críticas do ex-governador e de Simões. O atual mandatário chamou o ex-secretário de “político fisiológico” e afirmou: “foi ele abrigado no governo durante quatro anos”. Depois do rompimento, Aro e seu grupo deixaram o governo mineiro. O grupo foi acusado de ter permanecido “quatro anos parasitando o Governo de Minas” para construir um projeto político próprio.

O rompimento com Cleitinho

Cleitinho voltou a demonstrar interesse em disputar o governo dias depois de ter desistido da corrida. O senador aparece com cerca de 32% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes, segundo o texto, e o retorno dele inviabilizou a tentativa de Aro de se lançar ao cargo.

Aro então passou a apoiar Cleitinho e articulou, com o presidente nacional do Republicanos, o aval da legenda. Ele também esteve ao lado do senador no anúncio da retomada da candidatura, contrariando o apoio da federação União–Progressistas a Simões.

A aproximação chamou atenção porque Cleitinho havia atacado Aro em 2022, quando o chamou de “canalha” e afirmou que o então secretário teria atacado seus familiares para prejudicar sua eleição ao Senado. No início da semana, os dois romperam definitivamente. Cleitinho não deve mais apoiar a candidatura de Aro ao Senado em 2026.

Entre as razões apontadas estão a desaprovação de Aro por familiares do senador, que veriam uma tentativa de aproveitar a popularidade de Cleitinho, além das acusações relacionadas à Cemig SIM. Também foi atribuído a Aro o pedido para que Cleitinho atacasse Gabriel Azevedo (MDB) no debate realizado no último domingo (16). Há ainda acusações de que Aro teria sido agressivo com apoiadores do senador durante a gravação de um jingle em Medina, no Vale do Jequitinhonha.

A disputa com Gabriel Azevedo

A rivalidade entre Aro e Gabriel Azevedo é anterior à atual campanha. Em 2023, quando presidia a Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel foi alvo de dois processos de cassação, ambos arquivados. As iniciativas foram encabeçadas pelo grupo político de Aro, conhecido como “família Aro”.

No debate de domingo, Gabriel fez uma referência ao empresário Daniel Vorcaro ao falar sobre suspeitas envolvendo a Cemig SIM. “Cuidado, Cleitinho, cuidado. Não fique aí andando com político mineiro cujo sobrenome rima com Vorcaro”, disse o candidato do MDB. Ele repetiu a frase em uma coletiva após o encontro e declarou que “a Cemig SIM virou um feudo de indicação política”.

A referência ocorreu após a demissão de Rubens Soalheiro, diretor comercial da Cemig SIM. A Polícia Federal indicou que Soalheiro teria facilitado contratos com a Green Investimentos, presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Soalheiro também administra empresas ligadas ao núcleo político e empresarial de Aro.

Gabriel já havia acusado Aro de liderar um esquema de propina que estaria sendo articulado com empresários do transporte público. Em abril deste ano, Aro chamou Gabriel de “um oportunista” e afirmou que ele “joga para a plateia”.

Outras controvérsias citadas

Aro foi vereador em 2015 e autor de uma homenagem a Eduardo Cunha, que recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte. Depois, integrou a chamada tropa de choque de Cunha na Câmara Federal. Ele também foi diretor de ética e transparência da CBF durante a gestão de Marco Polo del Nero, posteriormente banido por envolvimento em esquemas de corrupção.

Três boletins de ocorrência também foram associados ao nome do pré-candidato. Em outubro de 2007, quando tinha 20 anos, uma ex-namorada, então com 17, afirmou à Polícia Civil ter sido agredida com “socos e pontapés”. Em dezembro de 2008, Aro teria sido preso em flagrante por desobediência após uma ocorrência de perturbação do sossego no bairro Havaí, em Belo Horizonte.

O terceiro registro é de 2012 e trata de uma suposta ameaça em Nova Lima. Segundo o relato de um policial militar, Aro teria se exaltado durante uma abordagem motivada pelo estacionamento de seu veículo sobre a calçada, em frente a uma boate.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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