Roberta Miranda afirmou que o vínculo com Maria Corrêa de Miranda permaneceu o mesmo depois que descobriu não ser filha biológica da mulher que a criou. A cantora contou que foi criada por ela desde a infância e que lutou para garantir dignidade à mãe na velhice.
A revelação veio pouco antes da morte de Maria. Roberta relatou que levou o assunto à terapia antes de conversar com ela. Ao perguntar sobre a própria origem, ouviu que a mãe biológica era uma pessoa muito pobre e não conseguia alimentá-la.
A versão, porém, foi esclarecida pelo irmão, Marcelo, que procurou o psiquiatra da cantora e contou o que teria acontecido. Segundo Roberta, ele e o pai foram até a maternidade quando ela nasceu, a pegaram, a embrulharam em um jornal e a levaram para casa.
Durante a entrevista ao Provoca, da TV Cultura, Roberta disse que soube inicialmente pelo irmão que a mulher que a criou não era sua mãe e que sua mãe biológica era uma prostituta. “Aí eu fiquei louca”, afirmou.
A relação com a mãe
Roberta explicou que Maria cuidou dela, fez suas roupas e a alimentou. Para a cantora, esses gestos definiram a relação entre as duas, independentemente da origem biológica.
“Essa é a mãe que eu amo”, declarou. Ela também disse que foi essa mulher quem lhe deu colo e que, por isso, tentou proporcionar uma velhice digna a Maria.
Ao relembrar a história, Roberta afirmou que se considera uma pessoa normal apesar das dificuldades que enfrentou. A cantora disse que procura levar uma vida leve e bonita, porque acredita que poderia enlouquecer se parasse para pensar em tudo o que aconteceu.







