O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping pode não alterar, no curto prazo, o espaço conquistado pelo Brasil nas exportações de soja para a China. A avaliação é de Daniel Vargas, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Os presidentes dos Estados Unidos e da China se reuniram na Casa Branca, em Washington, na última semana. Trump afirmou ter construído uma “amizade verdadeiramente grande” com Xi, enquanto o líder chinês defendeu uma política de não confronto e um comércio justo com empresas chinesas.
Para Vargas, a disputa entre os dois países abriu espaço para a soja brasileira. “Parte dessa briga entre Estados Unidos e China fez com que o Brasil abocanhasse uma bela parte do mercado de soja norte-americano”, afirmou. Ele acrescentou que, até janeiro, a tendência é de manutenção do cenário atual.
Na avaliação do professor, é pouco provável que o agronegócio brasileiro seja prejudicado pelo encontro. Ainda assim, ele prevê um período de negociações diplomáticas intensas e destaca a importância de o Brasil se apresentar como um fornecedor confiável durante a tensão comercial entre as duas potências.
“Se os outros brigam para não te deixar entrar na porta do supermercado, vem aqui, que você é bem-vindo”, disse Vargas, ao comentar a oportunidade para o país.







