Tudo o que está em cena
A trilha de Mac Miller: 25 discos que atravessaram sua carreira
Foto: Chelsea Lauren/WireImage
Música

A trilha de Mac Miller: 25 discos que atravessaram sua carreira

A seleção reúne rap, rock, soul, reggae e música experimental, com Bob Dylan no primeiro lugar e Prince entre os favoritos.

Mac Miller montou uma seleção de 25 álbuns que ajudam a entender sua formação musical. Revelada em 2013, durante a divulgação de Watching Movies with the Sound Off, a lista passa por hip hop, rock, soul, reggae e música experimental, reunindo artistas de diferentes épocas e estilos.

O primeiro lugar ficou com The Freewheelin’ Bob Dylan (1963). Mac contou que assistiu a um show de Bob Dylan em Pittsburgh quando era criança e avançou pela multidão até chegar sozinho à primeira fila. A ligação também era familiar: seu irmão gostava muito do cantor. A capa, o som e essa memória estavam entre os motivos de sua admiração.

Na sequência aparecem Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles, e Controversy (1981), de Prince. Mac tinha uma tatuagem de John Lennon e dizia ser fã dos Beatles desde criança. Já Prince era seu ídolo declarado. Ele chegou a chorar ao receber um convite para assistir a um show do artista, mas não conseguiu ir porque estava gravando um videoclipe.

Os discos que formaram o rapper

A lista inclui ainda Legend (1984), de Bob Marley & The Wailers; Midnight Marauders (1993), do A Tribe Called Quest; Enter the Wu-Tang: 36 Chambers (1993), do Wu-Tang Clan; Dummy (1994), do Portishead; Brown Sugar (1995), de D’Angelo; e Lifestylez ov da Poor & Dangerous (1995), de Big L.

Mac afirmou que o álbum de Big L foi o que o levou a começar a rimar. Sobre Portishead, destacou a textura do som. Já Bob Marley representava uma espécie de alívio nos momentos difíceis. Em relação ao A Tribe Called Quest e ao Wu-Tang Clan, ele ressaltou a força do hip hop produzido pelos grupos.

Também entraram The Score (1996), dos Fugees; Baduizm (1997), de Erykah Badu; Either/Or (1997), de Elliott Smith; Aquemini (1998), do OutKast; The Moon & Antarctica (2000), do Modest Mouse; Get Rich or Die Tryin’ (2003), de 50 Cent; e Mm.. Food (2004), de MF Doom.

Elliott Smith aparecia ligado à adolescência melancólica de Mac, enquanto a voz de Isaac Brock, do Modest Mouse, era apontada como única. Sobre 50 Cent, ele destacou “Many Men” como uma faixa atemporal. MF Doom chamava atenção pela forma como combinava voz, palavras e batidas.

A parte mais experimental da seleção

Entre os títulos mais recentes estavam Da Drought 3 (2007), de Lil Wayne; Graduation (2007), de Kanye West; In Rainbows (2007), do Radiohead; Los Angeles (2008), de Flying Lotus; King Krule EP (2011), de King Krule; Choices and Flowers (2012), de Lil B; Duck Butter Vol. 1 (2013), de The Duck Hunters (Most Dope); Apocalypse (2013), de Thundercat; e Oxymoron (2013), de ScHoolboy Q.

Mac admirava a sensação de continuidade em In Rainbows e a forma como Flying Lotus construía discos que pareciam uma jornada única. Também via Thundercat, Flying Lotus e outros artistas ligados a Los Angeles como parte de um movimento capaz de mudar a música.

Duck Butter Vol. 1 era o único projeto do próprio selo de Mac na seleção. Ele descreveu o trabalho como uma das maiores coisas que já tinham acontecido à música. Ao falar de Lil B, rejeitou a ideia de que a escolha fosse irônica e afirmou que queria fazer um álbum clássico algum dia.

A relação com os discos não era apenas técnica. Mac associava alguns deles a lembranças, estados de espírito e fases da vida. O resultado foi uma lista que ia de Bob Dylan a 50 Cent, de Portishead a A Tribe Called Quest e de Elliott Smith a Lil B.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5