O crescimento da população de gatos nos lares brasileiros também aumenta a necessidade de planejamento para mudanças de cidade, viagens de férias e deslocamentos internacionais. Dados do Instituto Pet Brasil (IPB) indicam que o número de felinos passou de 29,2 milhões para 30,8 milhões, uma alta de 5,4%.
Viajar com gatos é possível, mas o deslocamento precisa considerar o perfil do animal, as exigências do destino e as regras da empresa responsável pelo transporte. Em viagens internacionais, cães e gatos que saem do Brasil podem precisar do Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos.
A preparação também pode incluir atestado de saúde emitido por médico-veterinário e carteira de vacinação atualizada. Dependendo da legislação do país de destino, ainda podem ser exigidos exames, identificação por microchip, tratamentos específicos e períodos de espera. Como algumas etapas levam semanas ou meses, a organização deve começar com antecedência.
Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo, orienta os tutores a consultar as regras da companhia aérea escolhida. Cada empresa define critérios próprios para a caixa ou bolsa de transporte, o peso permitido e a possibilidade de embarque na cabine ou em outras modalidades autorizadas.
Adaptação começa antes do embarque
A caixa de transporte não deve ser apresentada ao gato somente no dia da viagem. Mantê-la acessível em casa durante os dias ou semanas anteriores pode ajudar o animal a se familiarizar com o equipamento. O item precisa ter ventilação adequada e seguir as especificações da companhia aérea.
Uma manta ou um tecido com o cheiro do gato e da casa pode ser colocado na caixa para oferecer maior conforto. A alimentação antes e durante o trajeto deve levar em conta a duração do deslocamento e as características do animal. Medicamentos para ansiedade ou enjoo só devem ser considerados com avaliação prévia de um médico-veterinário, sem automedicação.
Depois da chegada, a adaptação ao novo ambiente também deve ser gradual. Inicialmente, o gato pode ficar em um espaço tranquilo e seguro, com água, alimento, caixa de areia e objetos conhecidos. O acesso aos outros cômodos pode acontecer aos poucos, de acordo com o tempo de adaptação do animal.
Antes da viagem, é importante verificar as condições de segurança do imóvel, especialmente quando há janelas, varandas ou portas para o exterior. Em um local desconhecido, o risco de fuga pode aumentar nos primeiros dias.
“É preciso olhar para toda a jornada: entender o perfil do animal, antecipar as exigências do destino, avaliar a logística do voo e preparar o felino para lidar com mudanças na rotina”, afirma Juliana Stephani.







