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“A mentira mais repetida da eleição”: falas de 2025 confrontam discurso atual de Carlos Viana sobre impeachment no STF
Brasil

Carlos Viana muda de posição sobre impeachment de ministros do STF

Senador dizia em 2025 que a promessa era uma mentira eleitoral; em 2026, protocolou pedido contra Alexandre de Moraes.

Carlos Viana passou a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal depois de afirmar, em 2025, que eleger senadores com essa promessa seria uma estratégia enganosa de campanha. Em 1º de setembro de 2026, já candidato à reeleição por Minas Gerais, o senador anunciou ter protocolado no Senado uma denúncia por crime de responsabilidade contra Alexandre de Moraes.

Na declaração feita em 2025, Viana sustentava que não havia possibilidade de afastar integrantes do STF nas condições apresentadas por candidatos. “Essa vai ser a mentira mais repetida nas próximas eleições, né? Ganhar o Senado para fazer impeachment de ministro do Supremo. Isso não há a menor possibilidade”, disse.

Ele também afirmou que o eleitorado conservador poderia ser influenciado por promessas relacionadas ao impeachment, em meio à insatisfação com decisões do Supremo. Em outra entrevista, realizada em 3 de julho de 2025, classificou a proposta como “a maior mentira que vai ser repetida nessa próxima campanha”.

O novo posicionamento

Mais de um ano depois, Viana apresentou um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O senador defendeu que os fatos fossem investigados e afirmou que, se comprovados, poderiam configurar crime de responsabilidade. As alegações ainda dependem da análise das instâncias competentes.

A mudança também apareceu nas cobranças feitas por Viana ao Senado. O senador passou a defender o avanço de processos contra integrantes do Supremo e criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pela condução dos pedidos de impeachment.

Em 2025, Viana havia dito que um ministro só poderia sofrer impeachment em situações como ser “pego vendendo uma sentença”. Também declarou que o processo começaria pelo Judiciário, e não pelo Senado.

A legislação prevê outras condutas, como alterar decisão ou voto já proferido, exercer atividade político-partidária, descumprir de forma evidente os deveres do cargo e agir de maneira incompatível com a honra, a dignidade e o decoro da função. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar esses casos.

Embora a possibilidade jurídica exista, o afastamento envolve obstáculos jurídicos, procedimentais e políticos consideráveis. Nenhum ministro do STF foi afastado por impeachment desde a Constituição de 1988.

A comparação entre as declarações não permite determinar o motivo da mudança. Ela evidencia, porém, a diferença entre o discurso de 2025, quando Viana rejeitava a promessa de impeachment, e sua atuação em 2026, ao protocolar uma denúncia e defender que o Senado avance sobre o tema.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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