Cristiano Zanin defendeu que os demais ministros do Supremo Tribunal Federal tenham acesso à cópia dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). O pedido abriu uma divergência com André Mendonça, responsável por manter o material em seu gabinete.
Zanin afirmou, em duas petições, que o fato de a mídia estar lacrada não impede seu compartilhamento com os integrantes da Corte. Após receber uma negativa, o ministro reiterou que a cópia deveria ser disponibilizada para que todos os julgadores tivessem a mesma oportunidade de analisar os elementos relacionados ao processo.
O que diz Mendonça
Em despacho, Mendonça reafirmou nesta sexta-feira (11) que não acessou o conteúdo. A Polícia Federal entregou voluntariamente ao gabinete uma cópia de segurança dos dados, dentro de um envelope lacrado. Segundo o ministro, o material permanece inacessível e ele “nunca o manuseou”.
A cópia foi mantida como contraprova e só deve ser usada se o material original, que está sob custódia da Polícia Federal, for perdido ou extraviado. Mendonça também afirmou que todas as informações consideradas no julgamento de terça-feira (15) já estão disponíveis aos ministros que participarão da sessão. Para ele, o conjunto ao qual tem acesso é exatamente o mesmo oferecido aos demais integrantes do colegiado.
A petição 15.556 trata das mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. Nas conversas, o ex-dono do Banco Master pede conselhos ao ministro e aborda com Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, um contrato de R$ 130 milhões.
Segundo os metadados do arquivo, o documento foi editado pelo próprio magistrado. O contrato se tornou público após Mendonça retirar o sigilo na terça-feira (1º).







