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“London” garante prêmio em Veneza e prepara chegada ao circuito brasileiro
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“London” garante prêmio em Veneza e prepara chegada ao circuito brasileiro

Longa de Victor Di Marco e Márcio Picoli dividiu o Queer Lion e será exibido em festivais no Brasil e em Portugal.

“London” ainda não tem data de estreia comercial no Brasil, mas já garantiu espaço em dois importantes festivais antes de chegar ao público. O filme de Victor Di Marco e Márcio Picoli estará na competição de longas do Queer Lisboa, em Portugal, em 24 de setembro, e na disputa principal de ficção da Première Brasil, no Festival do Rio, em outubro.

A produção também venceu o Leão Queer da 83ª edição do Festival de Veneza nesta sexta-feira (11/9). O prêmio foi dividido com o documentário britânico “Queer Edward II”, dirigido por Theo Rollason. Os dois títulos foram escolhidos entre 12 obras de temática LGBTQIA+ exibidas nas diferentes mostras do evento.

Um protagonista fora dos rótulos

Exibido na Semana Internacional da Crítica, “London” acompanha um jovem com deficiência que trabalha como dominador em uma casa de fetiches. O personagem, que dá nome ao longa, vive com os amigos Luke e Lilá e constrói sua rotina a partir de autonomia, sexo e independência.

A história muda quando surge a possibilidade de um exame indicar a origem e a evolução de sua deficiência. London quer entender o próprio corpo, mas teme ser reduzido a um diagnóstico. O roteiro não especifica qual é a deficiência do protagonista e concentra a narrativa em temas pouco relacionados a personagens com deficiência no cinema, como desejo, prazer, trabalho sexual e fetiche.

Victor Di Marco também interpreta o personagem. O elenco tem ainda Jéssica Teixeira, Pedro Bertoldi, Carla Cassapo, Priscilla Colombi, Emilio Farias e Manu Thedy. Filmado em Porto Alegre, o longa foi produzido pela Proa & Popa Produções e pela Balde de Tinta Filmes. Bruno Polidoro assina a fotografia, e Vito O. Azevedo, a trilha original.

A leitura do júri

Criado em 2007, o Queer Lion é uma premiação paralela do Festival de Veneza voltada ao cinema LGBTQIA+. Na justificativa do empate, o júri aproximou os dois filmes pela relação com o New Queer Cinema e destacou uma estética ligada a “o corpo, o desejo e uma sexualidade livre, sincera e descaradamente inconformista”.

“Queer Edward II” utiliza imagens inéditas dos bastidores de “Eduardo II” (1991), de Derek Jarman. As gravações foram feitas pelo diretor de fotografia Seamus McGarvey durante um período de forte reação política contra a população LGBTQIA+ britânica. Para o júri, “London” retoma essa tradição ao abordar experiências queer ainda pouco exploradas pelo cinema contemporâneo.

Primeiro longa da dupla

“London” marca a estreia de Di Marco e Picoli na direção de longas. A parceria artística e amorosa começou em 2019 e inclui os curtas “O Que Pode um Corpo?” (2020), “Possa Poder” (2022), “Rasgão” (2023) e “Zagêro” (2024), que também tratam de corpo, deficiência, sexualidade e representação.

A dupla enfrentou perdas de equipamentos e recursos após a enchente histórica no Rio Grande do Sul, ocorrida às vésperas das filmagens. A equipe reorganizou o projeto e concluiu as gravações.

A Proa & Popa Produções afirmou que o prêmio representa a defesa de narrativas com outros corpos no centro. O filme teve a première mundial no domingo (6/9), na Sala Perla, em Veneza, e seguirá pelo circuito de festivais antes da estreia comercial, que será distribuída pela Retrato Filmes.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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