RIO DE JANEIRO — Augusto Cury (Avante) afirmou, durante um ato de campanha na praia de Copacabana, que sua candidatura é uma alternativa à polarização entre esquerda e direita. O candidato à Presidência defendeu que o Brasil não seja conduzido por apenas duas famílias políticas.
Cury fez uma caminhada pela orla, entre os postos 6 e 5, e discursou debaixo de chuva em um trio elétrico. Ao falar sobre a divisão política, declarou: “O Brasil não aguenta mais ser capturado por apenas duas famílias”. Também disse respeitar eleitores dos dois campos ideológicos e afirmou que o país vive uma “guerra de egos”.
Discurso e proposta para o Bolsa Família
Durante o evento, o candidato afirmou ter origem humilde e mencionou uma visita recente à favela da Rocinha. Segundo Cury, ele foi ao local para pedir o coração dos eleitores, e não apenas votos. “Eu não li sobre a dor, eu vivi a dor de vocês”, disse ao público.
Cury também apresentou uma proposta para beneficiários do Bolsa Família que conseguirem um emprego formal. De acordo com ele, quem assinar a carteira de trabalho poderá receber um prêmio adicional e não perderá o benefício. O candidato citou pagamentos de R$ 600, mais R$ 150 por filho, e defendeu que os beneficiários tenham condições de buscar uma casa e um carro.
O candidato ainda enviou um abraço ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Depois, afirmou à imprensa que não estava defendendo um ministro específico, mas a transparência e a independência para investigar indícios de corrupção.
Participação de candidatos
O ato reuniu muitos cabos eleitorais. Entre 9h e 11h, grupos ligados a candidatos a deputados estaduais e federais trabalharam na área. Durante a caminhada, candidatos do Rio tentaram se aproximar de Cury para gravar vídeos de campanha.
A movimentação provocou tensões na chegada e na saída do candidato. Alguns candidatos sem mandato tentaram se apresentar como políticos já eleitos para entrar nos espaços fechados onde Cury estava.








