Bella Longuinho contou que a reaproximação com a família aconteceu ao longo da transição de gênero, depois de um período marcado por distância e receio. Aos 24 anos, a influenciadora afirmou que demorou para conversar com o pai sobre o processo, mas hoje define a relação entre os dois como “maravilhosa”.
Antes disso, Bella relembrou que não conseguiu comunicar pessoalmente aos pais que começaria a transição. Eles souberam da decisão quando ela publicou um vídeo sobre o assunto na internet, no mesmo momento em que o público teve acesso à informação.
A influenciadora disse que esperava uma reação negativa e temia que a mudança prejudicasse ainda mais a convivência familiar. No entanto, relatou que ocorreu o oposto: depois da transição, ela se tornou mais próxima dos pais e passou a participar mais da vida da família.
Com o pai, a reconstrução do vínculo aconteceu de forma mais lenta. Segundo Bella, ele ficou afastado durante o período inicial, e os dois só voltaram a conversar depois de alguns meses. Atualmente, ela afirma que a relação entre eles melhorou.
Distanciamento e identidade
Bella também associou o afastamento da família a experiências de preconceito vividas na infância e na adolescência. Antes de se reconhecer como mulher, ela se identificava como homem gay e contou que enfrentou resistência dentro de casa.
“Foi difícil a minha família me aceitar como um homem gay”, afirmou. Para lidar com o sofrimento, disse que acabou se tornando mais fechada e criou distância na relação com os familiares.
A influenciadora avalia que se sentir confortável com a própria identidade também mudou sua maneira de se relacionar. Ela declarou que passou a perceber melhor os próprios sentimentos, além de se conectar mais com as pessoas ao redor.
Apesar de valorizar a melhora na convivência familiar, Bella ponderou que o apoio dos parentes não deve ser visto como requisito para a felicidade de uma pessoa trans. Para ela, a aceitação pode tornar a caminhada mais leve, mas não define a possibilidade de viver bem.







