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O deputado Alencar Santana (PT-SP)•Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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Deputado pede ao STF apuração sobre Banco Master, Tarcísio e Bolsonaro

Alencar Santana solicitou diligências e inclusão das informações na investigação da Operação Compliance Zero.

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apuração de supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia de fato foi protocolada nesta sexta-feira (4) e encaminhada ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero.

Na petição, Santana solicita que as informações sejam incorporadas à investigação em andamento. O parlamentar também pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida antes de uma eventual decisão sobre novos procedimentos.

Doações e pagamentos sob suspeita

O documento menciona declarações atribuídas a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Conforme a representação, doações oficiais feitas às campanhas de Tarcísio ao Governo de São Paulo em 2022 e de Bolsonaro à Presidência da República teriam sido usadas para ocultar pagamentos de propina.

Os valores, segundo a petição, teriam sido formalmente doados pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A campanha de Tarcísio teria recebido R$ 2 milhões, enquanto a campanha presidencial de Bolsonaro teria sido beneficiada com R$ 3 milhões.

A suposta contrapartida estaria relacionada à permanência do Credcesta, produto de crédito consignado ligado ao grupo Banco Master, na folha de pagamento dos servidores públicos do Estado de São Paulo. Santana também cita suspeitas de repasses equivalentes a 5% do resultado líquido da operação do produto no estado e de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos não declarados, feitos em dinheiro e posteriormente destinados a campanhas eleitorais.

Entre as diligências solicitadas estão o acesso às propostas de colaboração de Daniel Vorcaro, a investigação da origem das doações, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, o envio de relatórios do Coaf e a requisição de documentos do Governo de São Paulo sobre o Credcesta.

A representação afirma que os fatos podem indicar, em tese, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro e os demais citados negam irregularidades.

O protocolo não abre automaticamente uma investigação. Caberá ao STF e à Procuradoria-Geral da República analisar o pedido e decidir se haverá instauração de procedimentos.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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