Gisele Bündchen afirmou que recusa 99% dos trabalhos oferecidos a ela para priorizar a convivência com os filhos. Em entrevista à jornalista Steff Yotka, da revista britânica i-D, publicada nesta quinta-feira (10), a modelo contou que passou a avaliar as oportunidades profissionais de acordo com a vida que deseja levar.
A brasileira iniciou a carreira internacional aos 15 anos, em Tóquio, no Japão. Na época, não falava inglês nem japonês. Ao longo das décadas seguintes, tornou-se uma das modelos mais conhecidas do mundo e permaneceu por 12 anos consecutivos no topo da lista das modelos mais bem pagas da Forbes.
Gisele acumulou cerca de 1.200 capas de revistas e contratos milionários. Hoje, aos 46 anos, diz preferir abrir mão de parte das oportunidades para estar mais presente na criação dos filhos: Benjamin, de 16 anos, e Vivian, de 13, da relação anterior com Tom Brady, além de River, de um ano, do casamento com Joaquim Valente.
“Eu digo não a 99% dos trabalhos que me oferecem”, declarou. A modelo explicou que coloca na balança momentos familiares, como acompanhar partidas de vôlei da filha, passeios no parque e apresentações do filho.
Uma nova ideia de sucesso
Ao recordar o início da trajetória, Gisele disse que trabalhou intensamente para alcançar o reconhecimento na moda. Ela contou que recebeu o prêmio de Modelo do Ano aos 19 e que, durante uma fase da carreira, chegou a trabalhar 360 dias por ano. Mesmo evitando festas, sentia que precisava aceitar grandes oportunidades e entregar o máximo todos os dias.
Atualmente, a modelo afirmou que quase não acompanha o próprio celular. Durante a conversa, mostrou vídeos dos filhos e comentou que o aparelho não toca e não tem despertador. Para ela, essa mudança trouxe uma sensação de liberdade.
Gisele também falou sobre River, que tem 16 meses. Ao mostrar um vídeo do caçula limpando um parque com um papel-toalha, chamou o menino de engraçado e contou que ele quis ajudar depois de vê-la realizando a tarefa.
A maternidade, segundo a modelo, mudou sua relação com o sucesso. Ela disse que hoje valoriza mais a gratidão, o autocuidado, a presença junto aos filhos e a possibilidade de aproveitar o cotidiano do que dinheiro, fama ou poder.
“Não sou definida pela opinião dos outros”, afirmou. Gisele acrescentou que deseja ser lembrada pelos filhos como uma boa mãe e espera olhar para a própria trajetória com a sensação de que viveu intensamente, aprendeu com as experiências e tentou tornar mais harmonioso o ambiente ao seu redor.







