Jessi Alves percebeu uma mudança na rotina depois da primeira sessão do tratamento para incontinência urinária de esforço leve. A comunicadora, que conviveu por cerca de cinco anos com escapes ao espirrar ou tossir, contou que deixou de ter os episódios algumas semanas após iniciar o protocolo indicado pela médica Manoela Souza, da Clínica Vitaliti Saúde.
“Depois de algumas semanas, simplesmente percebi que estava espirrando e aquilo já não fazia mais parte da minha rotina”, relatou Jessi.
A ex-BBB passou a investigar o problema após um episódio que a fez cancelar os planos antes de sair para uma peça. Ela espirrou, teve uma perda urinária maior que o habitual, molhou a roupa, tomou outro banho e precisou se trocar. Até então, acreditava que os escapes eram consequência das crises de rinite alérgica, que a acompanham desde a infância.
Tratamento começou após investigação
O assunto apareceu durante um acompanhamento de saúde e emagrecimento feito com a médica. Jessi contou que nunca havia considerado procurar tratamento e que acabou se acostumando com as perdas urinárias provocadas por espirros ou tosses fortes.
A avaliação apontou um quadro compatível com incontinência urinária aos esforços. A condição envolve a perda involuntária de urina em situações que elevam a pressão abdominal, como tossir, espirrar, rir ou realizar esforço físico.
Para o caso da comunicadora, Manoela Souza indicou um protocolo com a Enygma X-Orbital, tecnologia desenvolvida pela Body Health. O equipamento utiliza radiofrequência tetrapolar multifrequencial, aplicada em 360° no canal vaginal. O aquecimento controlado dos tecidos estimula a produção de novas fibras de colágeno e pode ser indicado para condições relacionadas à saúde íntima feminina, entre elas casos leves de incontinência urinária de esforço.
O planejamento prevê três sessões, com intervalos de aproximadamente um mês. Jessi já realizou a segunda etapa e ainda deve concluir o protocolo. Ela destacou que o procedimento é feito em consultório e não exigiu a interrupção de suas atividades habituais.
Conversa pode ajudar na busca por atendimento
A comunicadora também afirmou que só descobriu a possibilidade de tratamento depois de conversar com a médica. Em outra situação, percebeu a melhora quando estava com a bexiga cheia, espirrou e não teve escape, embora esperasse que isso acontecesse.
“Não precisamos normalizar a incontinência. Precisamos normalizar a conversa”, disse Jessi.
Ao compartilhar a experiência, ela ouviu relatos de outras mulheres que também perdem urina ao tossir, rir, espirrar ou fazer esforço. Para Jessi, falar sobre o assunto pode ajudar a reduzir a vergonha e incentivar a investigação antes que os episódios limitem atividades ou causem constrangimento.
Manoela Souza ressalta que a incontinência urinária não deve ser considerada automaticamente uma consequência inevitável do envelhecimento, da maternidade ou de outras fases da vida. Como as perdas podem ter causas diferentes, a orientação é buscar avaliação profissional antes da escolha de qualquer tratamento. A resposta também pode variar de uma paciente para outra.
Durante o processo de emagrecimento acompanhado pela médica, Jessi perdeu aproximadamente 15 quilos. A abordagem considerou peso, composição corporal, massa muscular, saúde metabólica, disposição e qualidade de vida.







