Marisa Orth revisitou o ensaio que fez para a Playboy em agosto de 1997 e contou como a experiência influenciou sua trajetória. A edição comemorativa dos 22 anos da publicação vendeu cerca de 700 mil exemplares e continua entre os trabalhos que a atriz mais gosta de lembrar.
Quase três décadas depois, Marisa voltou a explorar a sensualidade em um minifilme para maiores de 18 anos. Para ela, o resultado do ensaio anterior mostrou que um trabalho feito com cuidado e bom gosto poderia alcançar o público. A atriz também vê a experiência como uma referência para o novo projeto.
Apesar do sucesso, Marisa explicou que as fotos não mudaram imediatamente a maneira como se enxergava. Ela comparou a nudez diante das câmeras à presença em saunas, camarins e praias de nudismo, situações em que o estranhamento inicial dá lugar à percepção de que todos são apenas corpos.
A atriz disse ter gostado de realizar o ensaio e relacionou o trabalho ao próprio desenvolvimento profissional: “Eu cresci muito como artista.” A autoestima, no entanto, permaneceu como uma questão separada. Marisa contou que as inseguranças vinham desde a juventude e que a Playboy não foi responsável por melhorar ou piorar sua relação consigo mesma.
Ela também lembrou que, ao observar as imagens, sentia um estranhamento diante da mulher retratada nas páginas da revista. A atriz afirmou que, durante muito tempo, continuou se considerando tão bonita ou feia quanto antes, mas percebeu mudanças na relação com a aparência ao longo dos anos.
Um trabalho coletivo
O ensaio foi fotografado por Willy Biondani e dirigido por Gringo Cardia, que também assina o novo curta erótico de Marisa. Na avaliação da atriz, a produção depende ainda da imaginação de quem vê as imagens, que completa a fantasia sugerida pela fotografia.
Marisa considera esse processo uma extensão da arte dramática, do teatro, da ilusão, do cinema e da fotografia. Para ela, a construção do resultado envolve o trabalho da equipe e a participação de quem observa o ensaio.







