RIO DE JANEIRO — Milena Lages afirmou ter sofrido racismo durante a segunda noite do Rock in Rio, neste sábado (5). Em publicações nos stories do Instagram, a ex-BBB contou que foi abordada por uma profissional de segurança em um estande do festival e se sentiu mal recebida.
Milena disse que não tentava usar a fama para entrar no espaço ou passar à frente de outras pessoas. Segundo ela, apenas ficou curiosa para conhecer o estande, mas a segurança teria agido como se ela quisesse burlar a fila ou entrar sem autorização. A ex-BBB não informou qual marca era responsável pelo local.
“Racismo acontece em qualquer lugar e também pela nossa própria raça”, declarou Milena. Ela afirmou que a profissional também era negra e questionou se a abordagem teria sido a mesma caso a pessoa no local fosse branca ou muito conhecida. Para a ex-BBB, qualquer pessoa deveria ser bem recebida no festival, independentemente de ser famosa ou não.
Milena relatou o episódio à própria equipe, na área VIP do Rock in Rio. Na mesma publicação, escreveu que muitos negros não aceitam que outros vençam. Até o momento, a organização do festival não se manifestou.
Mudanças depois do reality
Durante o evento, Milena também falou sobre a fase que vive desde que deixou o “BBB”. Com o novo visual, ela afirmou que passou a se sentir um “mulherão” e brincou que o apelido “Tia Milena”, recebido no reality, ficou para trás. “Chega de Tia Milena, tá? Agora vocês vão conhecer a Milena”, disse.
A ex-BBB contou que está gostando do novo cabelo, feito com uma técnica diferente de tranças, e que a mudança influenciou a forma como se veste e se enxerga. Ela também afirmou que o processo envolve terapia e uma compreensão maior sobre os limites de ser uma pessoa pública.
Milena relatou que, no começo, continuava usando as redes sociais como antes do programa, enquanto sua equipe tentava orientá-la sobre a nova rotina. Com o tempo, passou a evitar respostas a críticas e haters e deixou de tentar convencer outras pessoas sobre sua versão dos acontecimentos.
Ela disse ainda que prefere esperar para que a verdade apareça e relacionou essa postura ao autoconhecimento desenvolvido na terapia. Ao comentar os julgamentos feitos pelo público, afirmou que as pessoas não sabem 1% do que acontece no off.







