Nicole Kidman afirmou que a vitória no Oscar, em 2003, fez com que ela percebesse a necessidade de construir uma vida além do trabalho. A atriz recebeu o prêmio de Melhor Atriz por interpretar a escritora Virginia Woolf em “As Horas”.
A lembrança foi compartilhada em uma prévia da participação de Kidman no podcast “Therapuss”, apresentado por Jake Shane, durante a divulgação de “Da Magia à Sedução: Um Feitiço de Amor”. Naquela noite, ela estava acompanhada dos pais, mas sentiu falta de um parceiro para dividir a conquista.
“Eu estava no auge do meu sucesso e fui para casa me sentindo tão sozinha”, contou. Nicole disse que segurava a estatueta dourada enquanto reconhecia a dimensão do prêmio, considerado por ela o maior que alguém pode receber na indústria do cinema. Mesmo grata pelo reconhecimento, a atriz afirmou que continuava muito sozinha.
A vitória aconteceu dois anos após o divórcio de Tom Cruise, em um período de impasse pessoal para Nicole. Ao revisitar o episódio, ela explicou que a premiação ajudou a deixar mais claras suas prioridades fora da carreira. “Eu preciso ter uma vida”, concluiu.
A lembrança no livro sobre o Oscar
O episódio também aparece no livro “50 Oscar Nights”, escrito por Dave Karger e lançado em 2024. Na obra, Kidman relata que foi contrariada à festa da Vanity Fair depois da cerimônia. Em seguida, voltou ao Beverly Hills Hotel, onde comeu hambúrguer e batatas fritas com a família sentada no chão.
Ao se preparar para dormir, a atriz voltou a pensar no desejo de ter alguém com quem pudesse compartilhar momentos como aquele. Ela também avaliou que não se permitiu comemorar como gostaria. Nicole disse que quase pediu desculpas e que gostaria de ter aproveitado mais a ocasião.







