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PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse'
Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados
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PF mira produtora e deputado em investigação sobre financiamento de Dark Horse

Operação Make Up apura possível desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (10) a operação Make Up, que investiga um suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, sem ordens de prisão.

Entre os alvos estão Karina Gama, produtora do longa, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que atua como roteirista e produtor-executivo da produção. Também são alvo de buscas duas entidades ligadas a Karina: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não está entre os alvos dos mandados.

A investigação está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito, que tramitava em São Paulo, foi transferido para a Corte. De acordo com a PF, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da realização dos serviços.

A corporação afirma ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao caso e diz que as tentativas de ocultar os supostos desvios continuaram até julho deste ano. São apurados crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Uma auditoria da CGU apontou suspeita de desvio de uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina, incluindo despesas sem comprovação. Em maio, o deputado afirmou ao STF que os recursos destinados a organizações não governamentais ligadas à produtora não tinham sido enviados para “qualquer produção cinematográfica”.

Outras frentes sobre o filme

Há duas investigações no STF relacionadas a Dark Horse. O inquérito relatado por Flávio Dino trata do possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público recebido por entidades e empresas ligadas à produtora.

A outra investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, analisa repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), e o caminho percorrido pelo dinheiro.

Em maio, foram divulgadas mensagens e um áudio nos quais Flávio Bolsonaro cobrava de Vorcaro recursos para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O ex-banqueiro teria pago ao menos R$ 61 milhões em 2025. O valor teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) no país.

Na quarta (9), André Mendonça homologou o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. Dono da Entre Investimentos, ele teria feito, sob orientação de Vorcaro, repasses destinados ao filme.

Em acordo assinado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, Mineiro afirmou que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para a equipe de Vorcaro. Segundo o empresário, os valores eram entregues em malas e seriam usados para pagamentos de propina.

Ainda de acordo com a delação, foram feitos sete repasses, descritos como subscrições de cotas, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. As transações ocorreram de janeiro a setembro de 2025 e somaram US$ 12,333 milhões, quantia equivalente a R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025.

Um pagamento de setembro, no valor de US$ 1,666 milhão, contradiz a afirmação de Flávio Bolsonaro de que o último repasse de Vorcaro havia sido feito em maio de 2025. A PF investiga se todo o dinheiro foi usado em Dark Horse, como afirmam o senador e a produtora Go Up, ou se parte dos recursos teve outros destinos.

Karina Gama também é investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil por meio do Instituto Conhecer Brasil. A entidade mantém contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de wi-fi gratuitos na periferia. O acordo previa 5 mil pontos até junho de 2025, mas 3.200 haviam sido instalados. Ao menos três aditivos alteraram o prazo de entrega, e o MP apura se houve concorrência na contratação.

Os citados na operação foram procurados e ainda não se pronunciaram.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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