Tati Zaqui contou que precisa aplicar uma injeção todos os dias até o fim da gravidez depois de receber o diagnóstico de trombofilia. A cantora está esperando um bebê com o noivo, Mateus Oliveira, e relatou ter passado por duas perdas gestacionais antes da gestação atual.
A artista anunciou a gravidez no sábado (19). Em um vídeo publicado nesta quarta-feira (23), explicou que descobriu uma diferença entre os tipos sanguíneos dela e do parceiro após a primeira perda: o sangue de Tati é negativo, enquanto o de Mateus é positivo. Por causa disso, ela precisou tomar uma injeção e afirmou que deverá repetir o procedimento com 28 semanas e depois do nascimento do bebê.
Na ocasião, Tati acreditou que a situação estivesse resolvida e tentou engravidar novamente, mas perdeu o bebê. A investigação seguinte levou ao diagnóstico de trombofilia, condição que, conforme explicou, faz o sangue criar coágulos e impede a formação do bebê.
A cantora afirmou que não conhecia a trombofilia nem sabia que diferenças no tipo sanguíneo entre parceiros poderiam exigir acompanhamento específico durante a gestação. Ela também defendeu que homens façam exames, incluindo análise da qualidade do sêmen e investigação de mutações genéticas.
Orientação médica
O Ministério da Saúde informa que a trombofilia aumenta a predisposição à formação de coágulos no sangue. A condição pode causar trombose venosa profunda e embolia pulmonar, e o risco de tromboembolismo cresce naturalmente durante a gestação.
Em alguns casos, gestantes com trombofilia podem receber indicação de anticoagulante injetável, como a enoxaparina sódica. A necessidade do medicamento, a dose e a duração do tratamento devem ser definidas por obstetra ou hematologista. Em determinadas situações, o tratamento pode começar no pré-natal e continuar por até seis semanas após o parto, mas nem toda gestante com trombofilia precisa usar o remédio.
Tati disse que ficou apreensiva ao saber que teria de aplicar a injeção na barriga diariamente durante nove meses. Ainda assim, afirmou que cada gestação exige cuidados diferentes e citou repouso, medicação e atividade física como possibilidades que variam de pessoa para pessoa.







