Alex Lifeson, guitarrista do Rush, escolheu cinco álbuns que considera fundamentais para sua formação musical e para a construção de sua linguagem no instrumento. A seleção foi apresentada em uma entrevista realizada em 2018 e reúne referências do rock, do jazz-rock e do rock progressivo.
O primeiro disco citado foi Electric Ladyland (1968), do The Jimi Hendrix Experience. Para Lifeson, o trabalho mostra a capacidade de Jimi Hendrix de transformar uma composição folk de Bob Dylan em uma criação grandiosa, com destaque para os arranjos e para o tratamento dado à guitarra acústica.
Na segunda posição aparece Blow by Blow (1975), de Jeff Beck. O álbum instrumental representa, na avaliação de Lifeson, uma combinação marcante entre jazz e rock, além de evidenciar uma abordagem melódica do instrumento. O guitarrista também destacou o timbre de Beck e sua maneira de tocar sem depender muito da palheta.
Rock progressivo e jazz-rock
A terceira escolha foi Discipline (1981), do King Crimson. O disco marcou o retorno da banda após seis anos e contava com Robert Fripp, Bill Bruford, Adrian Belew e Tony Levin. As guitarras em contraponto, as polirritmias e o uso do Chapman Stick aparecem como elementos centrais do trabalho.
Em seguida, Lifeson apontou Feels Good to Me (1978), estreia solo de Bill Bruford. O álbum aproxima as composições do baterista do jazz-rock de fusão e reúne participações de Allan Holdsworth e Annette Peacock.
A lista termina com Voyage of the Acolyte (1975), primeiro álbum solo de Steve Hackett, então integrante do Genesis. Lifeson descreveu Hackett como um músico articulado, melódico, preciso e fluido. Ele também afirmou que o guitarrista exerceu forte influência durante o período de Caress of Steel, do Rush, especialmente no solo de “No One at the Bridge”.
As cinco escolhas mostram a presença do blues elétrico, da experimentação, das estruturas polirrítmicas e do melodismo progressivo entre as referências que ajudaram Alex Lifeson a desenvolver seu próprio som.







