O guitarrista Alex Lifeson voltou a se empolgar com a ideia de fazer turnês com o Rush. Depois de lidar com o luto pela morte de Neil Peart e com dúvidas sobre a própria condição física, o músico afirma que recuperou o prazer de tocar ao vivo e passou a defender novas apresentações.
A mudança acontece durante a turnê de reunião Fifty Something, que começou em junho e tem levado o Rush a palcos dos Estados Unidos e do Canadá. Anika Nilles ocupa a bateria no lugar de Peart, que morreu em 2020. A previsão é que a série de shows continue até meados de 2027.
Dúvidas antes do retorno
O atual ciclo de apresentações é o primeiro grande conjunto de shows do Rush desde 2015. Para Lifeson, a possibilidade de retomar as atividades não foi simples, tanto pelo impacto da perda de Peart quanto pela dificuldade de substituir um músico considerado insubstituível.
“Foi algo fora de cogitação por muito tempo devido a essas circunstâncias — e como substituir alguém que é insubstituível?”, afirmou o guitarrista em entrevista ao programa Q, de Tom Power.
Ele também contou que tinha receio de não estar fisicamente preparado, especialmente em relação ao desempenho das mãos na guitarra. Os ensaios, porém, mudaram sua percepção. Ao recuperar a forma e perceber que a técnica respondia como esperado, Lifeson passou a se sentir confiante.
“Eu amo as músicas, amo tocar com a Anika. Ela é uma musicista brilhante, uma pessoa maravilhosa com um grande senso de humor”, disse.
O Rush fará apresentações no Brasil entre janeiro e fevereiro de 2027. A agenda inclui Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília: 22 de janeiro, em Curitiba; 24 e 26 de janeiro, em São Paulo; 30 de janeiro, no Rio de Janeiro; 1 de fevereiro, em Belo Horizonte; e 4 de fevereiro, em Brasília.
Os shows estão marcados para a Arena da Baixada, o Allianz Parque, o Estádio Nilton Santos (Engenhão), o Estádio Mineirão e a Arena BRB Mané Garrincha, respectivamente.







