ZURIQUE — Kane Parsons afirmou que Backrooms tem um arco narrativo definido desde o início e que ainda procura o formato certo para concluir a história. O diretor considera uma série limitada o caminho ideal, mas não existe confirmação oficial de que o projeto esteja em desenvolvimento.
A declaração foi dada durante o Zurich Summit Studio, no Festival de Cinema de Zurique. Parsons também disse que continua criando novas produções e que poderá falar sobre alguns desses projetos quando for possível. “Nunca paro de criar coisas”, afirmou.
O cineasta explicou que a ideia de uma série limitada acompanha o projeto desde o começo. Para ele, esse formato permitiria chegar ao desfecho principal da narrativa. “Sempre houve um plano sobre para onde levar isso narrativamente”, declarou. Parsons não revelou detalhes sobre os próximos passos, mas disse que está empolgado com a possibilidade de concluir o arco planejado.
Da internet ao cinema
Parsons começou a desenvolver o universo de Backrooms em 2022, com uma série de vídeos em formato de found footage publicada no YouTube. A produção foi inspirada em uma lenda da internet sobre pessoas que atravessam acidentalmente os limites da realidade e chegam a um labirinto aparentemente infinito, formado por salas vazias e amareladas.
A história ganhou uma versão para o cinema em Backrooms: Um Não-Lugar, apontado como o filme de maior bilheteria da história da A24. A trama se passa em 1990 e acompanha Clark, um vendedor de móveis interpretado por Chiwetel Ejiofor, que encontra um portal para um labirinto de escritórios surreais e fica perdido no local enquanto tenta estudá-lo.
Depois do desaparecimento de Clark, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, vivida por Renate Reinsve, entra na dimensão para resgatá-lo. Durante a busca por uma saída, ela precisa enfrentar os próprios traumas.







