O Letterboxd pode ser avaliado em mais de US$ 250 milhões caso seja vendido. O valor equivale a quase 20 vezes o lucro registrado pela plataforma no último ano, que passou a chamar a atenção de A24, Sony Pictures Entertainment, Netflix e The New York Times.
Criado em 2011 pelos designers neozelandeses Matthew Buchanan e Karl von Randow, o serviço reúne listas, resenhas e um diário pessoal para que os usuários registrem os filmes assistidos e acompanhem as atividades de outras pessoas. A plataforma também se tornou espaço frequentado por profissionais do cinema, como Martin Scorsese, Kleber Mendonça Filho, Anne Hathaway, Ayo Edebiri e Iman Vellani.
A comunidade reúne preferências diversas, com espaço para blockbusters, produções independentes e filmes em língua estrangeira. Entre as milhões de listas publicadas estão seleções dedicadas a identidades representadas nas telas, geografias e momentos específicos da vida. Rian Johnson, diretor de Entre Facas e Segredos (2019), escreveu “As coisas ficaram estranhas” ao apresentar uma lista com dez musicais dos anos 1970.
Como a plataforma ganha dinheiro
O Letterboxd depende principalmente de conteúdo criado pelos usuários, incluindo resenhas, avaliações e sinopses. A maior parte do público usa o serviço gratuitamente, mas há duas opções de assinatura: “Pro”, por US$ 19 por ano, e “Patron”, por US$ 49 por ano. Os planos oferecem recursos adicionais, como a escolha de pôsteres personalizados para os perfis. A Tiny não divulga detalhes sobre o número de assinantes e também vende espaços publicitários no site.
O crescimento do Letterboxd acontece enquanto as bilheterias de Hollywood se recuperam no período pós-pandemia e estúdios independentes, como A24 e Neon, passam por expansão. A Neon foi responsável pela distribuição internacional de O Agente Secreto (2025).
Uma possível mudança de controle, porém, pode afetar a independência que tornou a plataforma rentável. A preocupação é que uma grande empresa do setor use o serviço para promover seus próprios filmes e produções. O Rotten Tomatoes, que pertenceu à NBCUniversal durante anos, e o IMDb, controlado pela Amazon, são citados como exemplos de plataformas com estruturas de propriedade que já levantaram questionamentos.







