A BAD LUV lançou o segundo disco de estúdio da carreira, “O MEDO NÃO ME PAROU”. Com 9 faixas, o álbum combina o peso do post-hardcore e do metal moderno com melodias marcantes e letras voltadas a sentimentos reais, vulnerabilidades e conflitos do dia a dia.
A banda decidiu apresentar um álbum completo em vez de concentrar o trabalho apenas em singles ou em um EP. Para os integrantes, o formato permite construir uma narrativa mais profunda e retomar uma forma de ouvir música que perdeu espaço diante do ritmo acelerado das redes e da indústria.
Caio Weber afirma que a escolha também partiu do jeito como o grupo consome música. O vocalista avalia que um disco oferece uma experiência mais ampla e diz que a BAD LUV já considerava natural dar continuidade ao primeiro álbum com um novo trabalho completo.
Medo, ansiedade e presença
O título do disco reúne reflexões sobre conflitos pessoais, superações e o esforço para manter o projeto ativo diante das incertezas. Caio conta que precisou enfrentar a própria autossabotagem e que o medo do futuro acabou se transformando em uma valorização maior do presente.
Para Gee Rocha, as músicas refletem tensões e vulnerabilidades da vida moderna. A ideia central aparece na faixa-título, que traz o verso “Não deixo a vida me levar, sou eu quem levo ela”. A canção aborda a ansiedade e a espera por um momento ideal para agir.
“Se tiver medo, vai com medo mesmo e segue em frente”, resume Gee ao explicar o sentido do nome do álbum.
Antes do lançamento, a BAD LUV apresentou “Sonho Bom”, em abril, e depois divulgou “Sinto Sua Falta”. Segundo João Bonafé, as faixas ajudaram a preparar a chegada do disco e a apresentar a profundidade do projeto.
Encontros musicais
O álbum tem a participação de Badauí, vocalista do CPM 22, em “Dias Difíceis”. João Bonafé descreve a colaboração como uma ligação com a história do hardcore nacional e destaca a influência do CPM 22 no caminho seguido por artistas do mesmo circuito.
Já “Na Noite Passada” aproxima a banda da música urbana com a participação de Luccas Carlos. A faixa começou com elementos de rock e rap, e o cantor foi chamado para assumir a parte ligada ao rap. Para João, a troca mostra como estilos diferentes podem aprender uns com os outros.
Gee também destaca a mistura entre rock, pop, rap, música eletrônica e funk como uma forma de ampliar o contato do público com diferentes gêneros.
Mensagem e acolhimento
Além da sonoridade, a BAD LUV coloca a mensagem no centro do trabalho. João Bonafé afirma que as músicas podem ajudar quem enfrenta um momento difícil a respirar e enxergar uma situação por outro ângulo.
Gee diz que um dos objetivos do grupo é inspirar novos músicos e fãs a correrem atrás dos próprios sonhos. A banda também busca representar um espaço seguro e inclusivo na cena musical brasileira, conectando o disco às experiências de quem encontra identificação nas letras.







