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Musical percorre a trajetória de Gilberto Gil entre canções, exílio e memória
Música

Musical percorre a trajetória de Gilberto Gil entre canções, exílio e memória

Com Gui Ventura no papel principal, a montagem dirigida por Miguel Falabella combina música, movimento e referências à carreira do artista.

A música conduz a montagem de Gil – Andar com Fé, musical que reúne diferentes fases da trajetória de Gilberto Gil no palco do Teatro Santander. Estrelado por Gui Ventura e dirigido por Miguel Falabella, o espetáculo usa canções, luzes, figurinos, cenografia e coreografias para transformar a memória do artista em uma experiência visual.

Com texto de Newton Moreno, a narrativa começa no exílio de Gil em Londres, durante a ditadura militar, e percorre passagens como sua infância no sertão de Ituaçu, na Bahia, a formação em Salvador, os palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo, a Tropicália, a prisão e o retorno ao Brasil. O roteiro também apresenta figuras ligadas à história do músico, entre elas Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Luiz Gonzaga e João Gilberto.

Uma viagem por diferentes tempos

O Tempo-Rei, interpretado por Guga Barbosa, funciona como elo entre os períodos visitados pelo espetáculo. O recurso coloca lado a lado o Gil jovem e o artista consagrado, permitindo que passado e presente coexistam na narrativa.

Gui Ventura não busca reproduzir os gestos de Gilberto Gil. A interpretação constrói uma leitura própria do protagonista, preservando elementos de sua essência sem apagar a presença do ator.

A encenação ganha força na transformação constante do palco. A cenografia de Natália Lana, os figurinos, a iluminação e os elementos cênicos criam um espaço marcado por cores e movimento. As coreografias ocupam diferentes áreas da cena e fazem do corpo uma parte importante da narrativa.

Canções como fio da história

O repertório inclui “Eu Vim da Bahia”, “Andar com Fé”, “Aquele Abraço”, “Domingo no Parque”, “London, London”, “Tempo-Rei”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Punk da Periferia”, “Back in Bahia”, “Palco”, “Realce” e “Toda Menina Baiana”. As faixas aparecem associadas a momentos distintos da vida e da carreira do artista.

“Drão” ganha uma dimensão íntima ao abordar a relação de Gil com Sandra Gadelha. A montagem também faz uma homenagem aos filhos que o músico perdeu, Pedro e Preta Gil, abrindo espaço para a saudade em meio à celebração.

A temporada acontece no Teatro Santander, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo. As sessões são às quintas e sextas, às 20h; aos sábados, às 16h e 20h; e aos domingos, às 15h e 19h. O espetáculo dura 2h20, com intervalo de 15 minutos, e tem classificação etária de 12 anos. Todas as sessões contam com audiodescrição e Libras.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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