Eric Clapton apontou Big Bill Broonzy como uma de suas principais influências na guitarra. Na adolescência, o músico ficou impressionado ao ver o cantor e guitarrista de Chicago tocando na televisão, experiência que ajudou a definir sua relação com o blues.
“Quando eu tinha uns 14 anos, vi o Big Bill Broonzy na TV, e aquilo foi incrível”, relembrou Clapton à revista Guitarist em 2003. Para ele, assistir ao artista teve um impacto diferente de apenas ouvir falar sobre sua música.
A faixa de Broonzy que mais marcou o guitarrista foi “Hey Hey”. Ao recordar imagens da apresentação, Clapton afirmou: “eu me senti como se estivesse olhando para o paraíso”. A canção tem estrutura lírica simples: a palavra “hey” aparece 24 vezes, enquanto a letra reúne 97 palavras.
A influência na carreira
Durante o início da formação musical, Clapton tentava reproduzir o repertório de antigos nomes do blues. Ele gravava as próprias sessões em um gravador de rolo Grundig e ouvia cada reprodução para desenvolver seu estilo. Além de Broonzy, Robert Johnson, Brownie McGhee, Sonny Terry e Muddy Waters foram citados pelo guitarrista como referências. Buddy Guy também foi descrito por ele como o maior.
A trajetória profissional de Clapton passou pelo The Yardbirds e por John Mayall & the Bluesbreakers. Com este último grupo, ele participou do disco de estreia, de 1966. Depois, integrou o Cream ao lado de Jack Bruce e Ginger Baker.
Mesmo após o fim do trio, o blues continuou presente na carreira do músico. Essa ligação apareceu no lançamento de To Save a Child: An Intimate Live Concert, performance ao vivo de 2024 dedicada aos mestres do gênero.
Clapton também destacou “Key To The Highway”, faixa que associava à ideia de jornada de um músico e viajante. Big Bill Broonzy havia gravado a canção nos anos 1940. Clapton registrou sua própria versão em 1970, no álbum Layla and Other Assorted Love Songs, com Derek and the Dominos. A gravação oficial tem cerca de dez minutos e foi apresentada em formato de jam.







