RIO DE JANEIRO — O Black Pantera vive um momento de intensa criação e já trabalha na possibilidade de novas composições depois do lançamento de Continental. Em conversa realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, os integrantes também falaram sobre a evolução da banda ao longo de 12 anos e os caminhos que desejam seguir.
“A gente está no ápice da nossa criatividade”, afirma o trio. A banda diz que não pretende esperar por novos acontecimentos para continuar produzindo e reforça que a acomodação não faz parte dos planos.
Música, história e troca com o público
O quinto álbum do Black Pantera amplia as possibilidades exploradas pelo grupo. Entre as faixas citadas estão “Negossa Nagashi” e “Yasuke”, que abordam episódios e personagens relacionados à história e à diáspora africana.
Para os integrantes, um dos efeitos mais importantes do disco é o interesse do público em pesquisar os temas apresentados nas músicas. A banda quer falar sobre ancestralidade e cultura negra para além da escravidão e do sofrimento. Professores, estudantes e outros formadores de opinião também participam dessa troca, ampliando as discussões levantadas pelas letras.
O aprendizado aparece ainda na própria trajetória do grupo. Os integrantes definem o Black Pantera como uma formação que funciona como espaço de estudo e desenvolvimento para eles.
Liberdade para criar
O trio não busca encaixar seu som em uma definição exata. Referências de samba, rap e outras sonoridades surgem no processo criativo, assim como influências trazidas pelas viagens e pelas experiências dos músicos.
Essa liberdade também está presente nos shows. Para a banda, o peso da música não depende apenas da distorção ou de uma sonoridade agressiva: a mensagem também pode carregar essa força. O grupo resume sua identidade pela ideia de que tudo soa como Black Pantera.
Planos para o futuro
A ambição declarada é se tornar a maior banda do Brasil. De acordo com os integrantes, crescer significa alcançar mais pessoas e abrir espaço para outros artistas.
Depois de passagens pela América Latina, o Black Pantera quer tocar na Europa, na África e na Ásia. A banda afirma que, quanto mais longe chegar, maior será o alcance de sua mensagem.







