O mercado de mídia física nos Estados Unidos teve alta de 7,8% no primeiro semestre de 2026, com 38,2 milhões de unidades vendidas. O resultado inclui CDs, vinis e fitas cassetes — e teve a participação de um formato que apresentou o maior crescimento do período: a fita cassete, com avanço de 73,4%.
Dentro desse cenário, o CD chegou a 16,3 milhões de unidades comercializadas, depois de crescer 16% em relação ao primeiro semestre de 2025. O vinil também registrou alta, mas de 2,4%. A Luminate, empresa de dados da indústria do entretenimento responsável pelas paradas da Billboard, apontou que o ritmo de expansão do CD foi quase sete vezes maior.
Alta vai além do K-pop
A análise da Luminate mostra que o desempenho não depende apenas do K-pop. Mesmo sem contabilizar as vendas do BTS e de todo o catálogo do gênero sul-coreano, os CDs tiveram crescimento de 6,7% na comparação com o primeiro semestre de 2025.
Grupos como ENHYPEN e ATEEZ, além do BTS, ajudaram a transformar os discos em itens de colecionismo. O álbum ARIRANG (2026), do BTS, contribuiu de forma significativa para os números. Edições especiais, embalagens premium, photocards e brindes exclusivos fazem parte desse modelo de consumo, no qual o produto vai além da música.
As redes de grande varejo Target e Walmart registraram os maiores índices de crescimento no período e já respondem por quase 30% das vendas físicas nos Estados Unidos. As lojas independentes, porém, continuam liderando o mercado em volume total.
Catálogos antigos e novos compradores
A Luminate também relacionou a retomada ao interesse de consumidores mais jovens por músicas antigas. Entre as pessoas da Geração Z, 60% dizem ouvir predominantemente faixas lançadas nos anos 1990 ou antes. Em 2021, essa parcela era de 18%.
O acesso a catálogos clássicos pelas plataformas de streaming acompanha o desejo de possuir um objeto físico ligado aos artistas. Nesse aspecto, o CD tem custo significativamente menor que o vinil. Uma parcela considerável dos compradores, ainda de acordo com os dados repercutidos sobre a Luminate, sequer possui um aparelho para tocar o formato em casa. O disco passa, assim, a ser usado também como objeto de decoração, item de coleção e maneira de apoiar financeiramente artistas.







