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Dave Mustaine relembra câncer, pandemia e saída de David Ellefson do Megadeth
Foto: Emma McIntyre/Getty Images for SiriusXM
Música

Dave Mustaine relembra câncer, pandemia e saída de David Ellefson do Megadeth

Em livro de memórias, vocalista conta como o Megadeth concluiu The Sick, the Dying… and the Dead! após uma sequência de crises.

Dave Mustaine relembra no livro de memórias In My Darkest Hour: A Memoir o período turbulento vivido pelo Megadeth durante a produção de The Sick, the Dying… and the Dead!. O álbum, lançado em 2022, foi desenvolvido enquanto o vocalista enfrentava um tratamento contra o câncer e a pandemia de Covid-19 interrompia planos de gravação e apresentações.

A crise na banda se agravou em 2021, quando vídeos sexualmente explícitos envolvendo o baixista David Ellefson surgiram no Twitter. Depois do episódio, Ellefson deixou o Megadeth, e suas linhas de baixo foram retiradas do disco e regravadas por Steve DiGiorgio, baixista do Testament.

Gravações durante a pandemia

Com as turnês suspensas e uma importante fonte de receita comprometida, Mustaine afirma que a produção do novo álbum se tornou prioridade. A banda adotou medidas para reduzir os riscos de contaminação, como uso de máscaras, higienização das mãos, limpeza constante do estúdio e restrição do número de pessoas no local.

Dirk Verbeuren, baterista do Megadeth, contou que dirigiu de Los Angeles a Nashville para participar das gravações. Como os voos não pareciam seguros naquele momento e Mustaine havia acabado de passar pelo tratamento contra o câncer, Verbeuren preferiu viajar de carro. Ele completou o trajeto em três dias ou três dias e meio e registrou as partes de bateria do álbum.

O baterista também explicou que boa parte do trabalho foi feita separadamente, uma consequência das regras de distanciamento. Para ele, o processo era diferente do método tradicional da banda, que em outros momentos reuniu os quatro músicos no estúdio. Verbeuren citou Youthanasia como um dos discos gravados dessa maneira.

Na primavera de 2021, Mustaine acreditava que a fase mais difícil havia passado. O álbum estava praticamente concluído, as vacinas estavam disponíveis e as restrições a aglomerações começavam a ser flexibilizadas. A expectativa era lançar o primeiro disco do Megadeth em cinco anos e sair em turnê ainda naquele ano.

A saída de David Ellefson

Em 10 de maio de 2021, vídeos de Ellefson se masturbando apareceram na internet. Mustaine escreveu que as imagens estavam ligadas a uma interação online com uma fã do Megadeth de dezenove anos. No dia seguinte, a banda informou que acompanhava a situação.

Mustaine também descreveu a relação de quase 40 anos com Ellefson, marcada por parceria musical, conflitos e períodos de afastamento. Os dois fizeram as pazes em 2010, quando Ellefson retornou ao Megadeth como músico contratado, e não como parceiro criativo.

Em 24 de maio, Mustaine anunciou pela página da banda no Facebook que Ellefson não fazia mais parte do grupo. A decisão, segundo ele, levou em conta o desgaste anterior da relação e o impacto do caso. O vocalista afirmou: “o que foi revelado até agora é suficiente para tornar o trabalho em conjunto impossível daqui para frente”.

Com a saída do baixista, o Megadeth decidiu substituir todas as linhas gravadas por Ellefson. Mustaine e o produtor Chris Rakestraw avaliaram candidatos e escolheram Steve DiGiorgio. O músico recebeu a tarefa de aprender mais de uma dúzia de faixas que ainda não conhecia e regravou todo o material em cerca de duas semanas.

Mustaine classificou o trabalho como uma tarefa difícil, realizada em muitos dias longos. O acordo com DiGiorgio foi estabelecido como um compromisso de curto prazo, sem turnês e sem uma vaga permanente na formação do Megadeth. O baixista conseguiu conciliar a gravação com sua agenda no Testament.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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