A investigação interna aberta no presídio federal de Fort Dix, em Nova Jersey, levou Sean “Diddy” Combs à Unidade de Alojamento Especial, conhecida como SHU. A transferência ocorreu um dia depois da publicação de relatos sobre supostos privilégios concedidos ao rapper dentro da unidade e representa a segunda vez que ele é levado ao isolamento em 2026.
A apuração foi iniciada após depoimentos de quatro detentos que dividiram a mesma unidade com Combs. Eles relataram que outros presos cozinhavam, limpavam, arrumavam a cama e lavavam as roupas do rapper em troca de depósitos feitos por pessoas de fora da prisão nas contas de cantina dos envolvidos.
Também foram divulgadas imagens nas quais Combs aparentemente aparece com um celular contrabandeado. Conforme os relatos, o aparelho teria sido usado para acessar o Instagram e receber fotos íntimas de uma ex-namorada. A lista de itens supostamente obtidos de forma irregular incluiria bebidas de primeira linha, como Hennessy, e o antidepressivo Remeron, que seria comprado de outros detentos por seu efeito euforizante.
Possíveis medidas disciplinares
A investigação pode resultar em novas punições para Combs, além de medidas contra agentes e detentos que tenham participado do esquema de contrabando. Na semana anterior à divulgação dos relatos, cinco pessoas foram indiciadas por um caso separado no mesmo presídio. Entre elas estavam um agente penitenciário em atividade e um ex-funcionário.
O Fort Dix enfrenta problemas históricos relacionados à entrada de itens ilegais, seja por drones, seja pela ação de agentes corruptos. O Bureau of Prisons não comentou as condições específicas de Combs, alegando razões de privacidade e segurança, mas afirmou que o contrabando “continua sendo um desafio constante” nas instalações.
A assessoria do rapper negou que ele tenha descumprido as regras. Em nota, afirmou que Combs segue cumprindo a pena e aguarda a decisão do tribunal sobre o recurso.
Na SHU, detentos permanecem confinados em uma cela com apenas mais uma pessoa por pelo menos 23 horas por dia, segundo pessoas que já cumpriram pena em Fort Dix. Em julho, Combs havia sido enviado ao mesmo setor após uma briga com outro detento. Na ocasião, também deixou o programa de tratamento de drogas RDAP, cuja conclusão poderia reduzir sua pena.
Condenado em julho de 2025 por dois crimes de transporte de pessoas entre estados para fins de prostituição, Combs foi inocentado das acusações mais graves, relacionadas a tráfico sexual e crime organizado. O sistema do Bureau of Prisons informa que a soltura está prevista para 21 de janeiro de 2028, mas a data já mudou mais de uma vez durante o processo.







