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Relatos descrevem privilégios de Diddy em presídio federal nos EUA
Foto: Shareif Ziyadat/Getty Images
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Relatos descrevem privilégios de Diddy em presídio federal nos EUA

Detentos afirmam que Sean Combs tinha acesso a serviços pagos, bebidas, celulares ilegais e outros itens contrabandeados em Fort Dix.

Sean Combs, o Diddy, teria mantido uma rotina de privilégios no presídio federal de Fort Dix, nos Estados Unidos, com ajuda de outros detentos e dinheiro enviado de fora da prisão. Os relatos incluem refeições preparadas por presos, limpeza, lavagem de roupas, massagens, bebidas alcoólicas e acesso a celulares contrabandeados.

Combs cumpre pena de 50 meses depois de ser condenado por dois crimes de transporte interestadual de pessoas para fins de prostituição. A previsão oficial é que ele seja solto em 23 de fevereiro de 2028, embora a duração da pena possa mudar com o bom comportamento ou a conclusão de programas de reabilitação.

Serviços e itens proibidos

Quatro detentos que dividiram a unidade com Combs disseram, sob anonimato, que ele contava com uma espécie de equipe informal. Entre as tarefas estavam preparar frango ao curry, pizza e empanadas, limpar os banheiros antes do uso, arrumar a cama, lavar roupas e guardar correspondências e um celular ilegal.

Um dos presos também oferecia massagens no chamado estilo chinês. Os pagamentos, conforme os relatos, eram feitos por pessoas de fora, que transferiam dinheiro para as contas dos detentos responsáveis pelos serviços. “Isso é coisa de rico”, afirmou um deles.

Os mesmos relatos apontam que Combs usava celulares contrabandeados para acessar o Instagram e receber fotos explícitas de uma ex-namorada. Ele também teria comprado o antidepressivo Remeron de outros presos, em busca do efeito euforizante associado ao medicamento.

Nas noites de fim de semana, bebidas como Hennessy entrariam no presídio com a ajuda de guardas e seriam compartilhadas com um grupo restrito. Combs ainda teria conseguido um tablet desbloqueado para assistir a documentários sobre a própria trajetória, incluindo a série Sean Combs: The Reckoning, produzida pela Netflix e por 50 Cent.

Isolamento e resposta

Em julho, Combs foi colocado em isolamento depois de uma briga com outro detento. Na sequência, deixou o programa de tratamento para dependência química RDAP. A participação era um dos argumentos apresentados por seus advogados para pedir a transferência para Fort Dix, já que a conclusão pode ajudar a reduzir a pena. Segundo os detentos, ele retomou a rotina descrita assim que saiu do isolamento.

O Bureau of Prisons afirmou que não comenta as condições específicas de presos por motivos de privacidade, segurança e proteção. A instituição reconheceu, porém, que a entrada ilegal de celulares, drogas e armas continua sendo um desafio. Na semana passada, cinco pessoas, incluindo um agente penitenciário e um ex-funcionário, foram indiciadas por envolvimento em um esquema de contrabando no presídio.

A assessoria de Combs contestou os relatos e declarou que ele segue cumprindo a pena enquanto aguarda a decisão do tribunal sobre o recurso.

Em julho de 2025, um júri de Nova York condenou Combs por dois crimes de violação da Lei Mann e o absolveu das acusações de tráfico sexual e crime organizado. Em outubro daquele ano, ele foi transferido para Fort Dix, vindo do centro de detenção metropolitano do Brooklyn, onde estava preso desde setembro de 2024.

Além do recurso, fontes disseram que Combs acredita poder receber um indulto presidencial e teria comentado com outros detentos que Donald Trump poderia libertá-lo. O porta-voz de Trump não se manifestou.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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