Oasis: Don’t Look Back in Anger acompanha o retorno da banda e a convivência entre Noel e Liam Gallagher durante os ensaios e a turnê mundial. Dirigido por Will Lovelace e Dylan Southern, o documentário chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 10 de setembro, registrando a celebração que reuniu fãs de diferentes gerações e a nova admiração de um irmão pelo outro.
Ensaios e públicos lotados
No início do filme, Noel aparece chegando para seis semanas de preparação. Ele fala sobre a importância de aperfeiçoar o repertório para que o grupo pudesse aproveitar melhor a turnê e participa dos ajustes de músicas como “Columbia” e “Half the World Away”. Liam chega depois, conversa pouco com o irmão e recebe uma orientação sobre o final de “Slide Away”. Mesmo deixando a sala antes das últimas notas de “Champagne Supernova”, ele é tratado com bom humor pelos demais.
A recepção do público também surpreende os dois. Noel conta que não se lembra dos primeiros 40 minutos da estreia em Cardiff, no País de Gales, tamanha era a euforia. Depois de shows na Inglaterra, no País de Gales, na Escócia e na Irlanda, a banda seguiu para a América do Norte. Após uma recepção inicialmente descrita pelos próprios irmãos como morna, Liam comemora: “Finalmente despertamos a América”.
A identidade do Oasis aparece ligada à herança irlandesa dos irmãos e à criação em Manchester, na Inglaterra. Canções como “Some Might Say” são apresentadas como exemplos da mistura de melancolia e otimismo associada a essa origem. O filme também mostra a relação com o guitarrista Paul “Bonehead” Arthurs, que voltou a fazer turnês com a banda após sua saída em 1999. Noel afirma que o músico tem papel central na sonoridade do grupo.
Uma nova relação entre os irmãos
Outro destaque é a presença de fãs jovens nos shows da Live ’25. Noel reconhece que o público continuou majoritariamente jovem e relaciona isso ao fato de os pais dessas novas gerações terem transmitido o carinho pelo Oasis. As músicas também ganharam novos significados para ele depois da turnê de 2025, enquanto os admiradores especulam sobre a possibilidade de uma nova turnê em 2027.
O documentário registra ainda as primeiras entrevistas conjuntas de Noel e Liam em 20 anos. Os irmãos falam sobre a convivência fora do palco, incluindo mensagens de texto e o compartilhamento de posts engraçados nas redes sociais. Os filhos Gene, Anaïs, Lennon e Donovan também são citados como melhores amigos.
A antiga disputa dá lugar ao reconhecimento das diferenças e dos próprios defeitos. Liam resume a mudança ao dizer: “Não é [mais] uma disputa de poder”. Noel elogia o estilo e a presença de palco do irmão, enquanto Liam descreve a reconciliação como a retirada de um grande peso. Depois de anos de conflitos que contribuíram para o fim do Oasis em 2009, os dois voltam a tocar juntos e aparecem no filme rindo das próprias histórias.







