A chegada de Sonic ao cinema foi decisiva para manter a franquia de jogos em produção, afirmou Takashi Iizuka, diretor criativo da Sonic Team, segmento da SEGA responsável pelos games do personagem. Ele relembrou que chegou a ouvir dos superiores que toda a série deveria ser cancelada e precisou defender sua continuidade dentro da empresa.
“Já se passaram 35 anos, o que significa que é mais tempo do que o nascimento dos meus filhos”, disse Iizuka ao falar sobre sua relação com o ouriço azul. Para ele, a franquia se tornou semelhante a um filho e atravessou períodos positivos e negativos.
A virada com o cinema
O cenário começou a mudar com o lançamento de Sonic: O Filme, em 2020. A recepção do público à produção em live-action alterou os planos da SEGA e ajudou a ampliar a presença do personagem. “Foi um grande sucesso e definitivamente mudou o rumo desta franquia”, afirmou o diretor.
O desempenho também fortaleceu a expansão de Sonic para outras mídias. O primeiro filme arrecadou quase US$ 320 milhões nas bilheterias, enquanto a sequência superou US$ 405 milhões. O quarto longa, Sonic 4, está previsto para chegar aos cinemas em março de 2027.
Iizuka também falou sobre Shadow, seu personagem favorito. A popularidade do ouriço surpreendeu a equipe porque, em Sonic Adventure 2, lançado em 2001, a intenção inicial era eliminar o personagem. A repercussão entre os fãs levou à decisão de trazê-lo de volta em Sonic Heroes.
Com a expansão da franquia, a Sonic Team anunciou um desenho infantil na Netflix e planeja lançar conteúdos quase todos os anos, entre animes, videogames e filmes. Ainda assim, Iizuka reforçou que os jogos continuam sendo a base de Sonic.
O diretor também identificou uma mudança no público. Enquanto jogadores veteranos procuram ação e plataforma, fãs que conheceram o personagem pelo cinema e pelas animações valorizam mais a narrativa. Por isso, ele pretende desenvolver um jogo com maior ênfase na história.







