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Intervalos longos entre temporadas reduzem audiência de séries, aponta estudo
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Música

Intervalos longos entre temporadas reduzem audiência de séries, aponta estudo

Levantamento da Luminate indica queda de público em produções da Netflix e de outras plataformas após pausas prolongadas.

Um intervalo superior a 18 meses entre temporadas costuma estar associado à queda de audiência de séries de streaming, aponta o relatório Release Strategies for Music & TV, da Luminate Intelligence. O estudo, divulgado em agosto de 2026, analisou sucessos exibidos nos Estados Unidos e identificou redução de público em todos os títulos avaliados, embora em proporções diferentes.

Entre os casos analisados estão produções da Netflix como Wandinha, O Agente Noturno, Stranger Things, Bridgerton e Ginny & Georgia. A Amazon Prime Video também aparece no levantamento com O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder.

Quedas entre as temporadas

Wandinha teve a maior redução entre os sucessos da Netflix. A segunda temporada chegou cerca de dois anos e nove meses depois da primeira e registrou queda estimada de 59% na audiência. Ainda assim, alcançou 22,1 milhões de espectadores nos Estados Unidos nas primeiras 12 semanas de lançamento.

Em O Agente Noturno, a segunda temporada foi lançada após aproximadamente 1,8 ano e teve redução de 47%, com estimados 16,5 milhões de espectadores. Já a quinta e última temporada de Stranger Things chegou cerca de três anos e meio depois da quarta. A audiência caiu 23%, mas a série registrou 29,5 milhões de espectadores nos Estados Unidos.

O efeito variou em Bridgerton. A terceira temporada, lançada depois de uma espera de dois anos, teve queda de 7% em relação à anterior. A quarta, que chegou após aproximadamente 1,75 ano, registrou redução de 20%. Ginny & Georgia perdeu 19% da audiência depois de uma pausa de cerca de dois anos e meio.

No Prime Video, a segunda temporada de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder estreou dois anos depois da primeira e teve queda de 57% na audiência.

Por que a audiência cai?

A Luminate relaciona parte do resultado ao chamado “tombo da segunda temporada”. Como a Netflix disponibiliza os episódios de uma temporada de uma só vez, a primeira pode atrair pessoas que assistem apenas ao episódio inicial, sem acompanhar a produção até o fim. Na temporada seguinte, a base tende a ser formada por espectadores mais envolvidos com a história.

O intervalo prolongado pode ampliar essa perda. Depois de dois ou três anos, parte do público pode precisar rever episódios antigos para se lembrar de personagens, acontecimentos e detalhes da trama. Alguns espectadores, porém, podem não retornar.

A espera também pode estimular o consumo de temporadas anteriores. Antes da estreia da quinta temporada de Stranger Things, as quatro temporadas anteriores tiveram aumento expressivo no número de minutos assistidos nos Estados Unidos. A série, que tem uma mitologia extensa e uma narrativa altamente serializada, se beneficia especialmente desse movimento de revisão.

Algo parecido ocorreu com The Gentlemen. A segunda temporada começou abaixo dos números da primeira após uma espera de aproximadamente dois anos e meio. Ao mesmo tempo, a primeira temporada voltou ao Top 10 global da Netflix, alcançando o quinto lugar com 21,2 milhões de horas assistidas. A Luminate ressalta, no entanto, que esse aumento no consumo das temporadas anteriores não é garantido, mesmo entre grandes sucessos.

Mercado busca intervalos menores

O relatório registra uma movimentação do mercado em direção a lançamentos anuais, depois de um período em que pausas de dois ou mais anos se tornaram comuns no streaming. Produções que mantiveram uma janela próxima de 12 meses tiveram crescimento no retorno.

The Pitt, da Max, aumentou 132% a audiência ao voltar após aproximadamente um ano. Landman, da Paramount+, cresceu 52%.

A redução dos intervalos, porém, enfrenta obstáculos de produção. Efeitos visuais, disponibilidade de atores, pós-produção e dublagens para diferentes mercados podem fazer uma temporada levar mais de um ano para ficar pronta.

O Agente Noturno mostra que retomar um calendário mais rápido também não garante recuperação. Depois de perder 47% da audiência entre a primeira e a segunda temporada, a série lançou a terceira apenas um ano depois. Mesmo assim, o novo ano teve queda adicional de 22%.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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