Um juiz da Califórnia indicou que pretende reduzir para cerca de US$ 8 milhões a indenização de US$ 12,9 milhões concedida a Maria Avila, empregada doméstica atacada por um cachorro na propriedade de Chris Brown. A alternativa apresentada pelo tribunal é que ela escolha um novo julgamento.
Huey P. Cotton, da Corte Superior do Condado de Los Angeles, ouviu os argumentos da defesa de Avila e afirmou que não estava convencido a rever sua decisão provisória. A advogada Nancy Doumanian pediu que o valor fosse reduzido para US$ 11 milhões, em vez da quantia proposta pelo juiz.
“Dada a gravidade e a permanência das lesões que a Sra. Avila sofreu, pedimos uma redução para US 11 milhões”, disse Doumanian ao tribunal. A advogada contestou a avaliação de que não haveria provas suficientes de dano nervoso permanente.
Lesões e julgamento
Segundo o depoimento do cirurgião que atendeu Avila, ela sofreu uma lesão grave no nervo radial. O problema reduziu os movimentos do punho e dos dedos e afetou atividades como segurar objetos, escrever, digitar, se vestir, se arrumar e limpar. O médico também relatou déficits neurológicos no rosto e maior sensibilidade à dor.
O júri havia concedido US$ 900 mil para futuras despesas médicas. Cotton disse que analisaria como distribuir eventuais cortes entre as diferentes partes da indenização, mas deixou claro que não pretendia ouvir novos argumentos sobre a redução total.
O ataque ocorreu em 12 de dezembro de 2020, na casa de Brown, no bairro de Tarzana, no Vale de San Fernando. Avila afirmou que havia saído para esvaziar um saco de aspirador quando foi atacada por Hades, um Pastor do Cáucaso. Ela relatou ferimentos graves no braço e no rosto, cicatrizes extensas e transtorno de estresse pós-traumático.
Durante o julgamento, Avila disse que passou por procedimentos reconstrutivos, incluindo um enxerto de pele retirada do abdômen para tratar o braço. As lesões no rosto exigiram dezenas de pontos, e ela ficou internada por cinco dias.
Brown, 37, afirmou que ouviu o cachorro rosnar, encontrou Avila caída e chamou seu segurança. Ele reconheceu que não ligou pessoalmente para o 911 por temer que uma gravação fosse divulgada à mídia. Também disse que deixou a propriedade antes da chegada dos paramédicos, por orientação de seu empresário.
Antes do julgamento, Brown admitiu negligência com base na lei de mordidas de cachorro da Califórnia, mas contestou a extensão dos ferimentos e afirmou que Avila teve parte da culpa por ter saído sozinha. Depois do veredito, seus advogados pediram um novo julgamento, alegando que a indenização era excessiva e que o juiz errou ao permitir que os jurados soubessem da condenação de Brown por agressão de violência doméstica em 2009 contra Rihanna.







