O encontro de Luísa Sonza com Roberto Menescal foi um dos principais momentos da apresentação que abriu o Palco Mundo do Rock in Rio 2026. O repertório do dueto passou por “Chico”, “Um Pouco de Mim”, “Você” e “Samba de Verão”, encerrando o bloco dedicado à bossa nova.
Luísa classificou a performance como “o show mais importante da minha carreira”. Em “Chico”, a cantora apresentou uma versão adaptada da música, trocando o nome do ex-namorado pela palavra “se”. Já “Um Pouco de Mim” foi composta por Luísa e Menescal. “Você” é uma obra de Menescal e Ronaldo Bôscoli, enquanto “Samba de Verão” foi escrita por Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.
A participação de Menescal também se conecta ao álbum Bossa Sempre Nova, lançado por Luísa em janeiro deste ano. O projeto foi gravado com Menescal e Toquinho e serviu como referência para a presença do gênero no festival.
Defesa do pop
Apesar do bloco de bossa nova, a maior parte do show manteve o pop dançante como eixo. A escolha gerou críticas de parte da imprensa, que esperava uma apresentação mais concentrada no estilo. Falhas no som durante faixas mais pesadas, como “Motinha 2.0”, também foram apontadas.
Diretor criativo de Luísa, Flávio Verne reagiu às avaliações em uma publicação nas redes sociais. Ele afirmou que o espetáculo foi realizado conforme o planejamento e levou em conta elementos como setlist, cenário, figurinos, banda, voz, presença, balé, iluminação e transmissão. “Ela deu uma aula”, escreveu.
Verne questionou a imparcialidade das críticas e acusou veículos de comunicação de explorarem a reação do público à cantora para gerar engajamento. Na avaliação dele, faltou pesquisa sobre a proposta, a estrutura e o repertório do show.
O diretor também relacionou as críticas à trajetória de mulheres que assumem o controle da própria carreira, voz, sexualidade e vida pessoal. Para ele, a rejeição ao pop, o conservadorismo e o elitismo cultural fazem parte do debate em torno da artista.







