AUSTIN — Matthew Lillard afirmou sentir vergonha por ter retornado à franquia Pânico depois da demissão de Melissa Barrera. O ator disse que não considerou a situação enfrentada pela colega antes de aceitar reprisar Stu Macher em Pânico 7.
A declaração foi feita durante uma sessão de perguntas e respostas em Austin, no Texas. Ao comentar a dificuldade de pessoas públicas se posicionarem sobre temas políticos e sociais, Lillard defendeu a necessidade de falar sobre aquilo em que acredita. Ele citou os direitos da comunidade LGBTQIA+ e de pessoas trans, além das ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
Comentários sobre Melissa Barrera
Lillard mencionou a saída de Barrera da franquia após publicações nas redes sociais em que a atriz criticou ações do governo israelense em Gaza, durante a guerra entre Israel e Hamas. Para ele, o tratamento dado à colega foi “realmente uma merda” e “muito difícil”.
O ator também avaliou que Barrera estava do lado certo da história e criticou a falta de manifestações públicas em defesa dela naquele momento. Lillard afirmou ainda que, em algumas situações, o posicionamento pode valer mais do que a possibilidade de preservar o próprio trabalho.
Arrependimento pela participação
Lillard contou que estava empolgado com a chance de voltar como Stu Macher, personagem interpretado por ele no primeiro Pânico, de 1996. Segundo o ator, essa empolgação fez com que ele não refletisse sobre a trajetória de Barrera antes de aceitar o convite.
“Me sinto mal com isso. Sinto vergonha disso”, declarou. Ele reconheceu que errou ao não recusar a participação e disse estar do lado errado da história por causa da decisão.
Pânico 7 foi lançado em fevereiro de 2026. Apesar do arrependimento, Lillard afirmou que ainda gosta de estar no filme e ponderou que talvez o retorno não tenha sido a melhor ideia.







