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Olivia Wilde assume Angela e retoma o cinema com dois filmes
Foto: Dia Dipasupil/Getty Images
Música

Olivia Wilde assume Angela e retoma o cinema com dois filmes

Atriz e diretora fala sobre a pausa na carreira, a liberdade diante das câmeras e os novos projetos exibidos em Sundance.

Olivia Wilde decidiu interpretar Angela em O Convite depois que Seth Rogen e Edward Norton apontaram que ela era a escolha ideal para o papel. A decisão fez com que a atriz acumulasse as funções de diretora e protagonista na comédia, que chegou aos cinemas brasileiros em julho e marcou sua volta ao centro das atenções.

Um retorno construído com calma

O filme foi apresentado no Festival de Sundance, em janeiro, ao lado de I Want Your Sex, dirigido por Gregg Araki. No longa, Wilde interpreta uma artista performática envolvida em uma relação de BDSM com um assistente mais jovem, vivido por Cooper Hoffman.

O Convite é uma nova versão de Sentimental, produção espanhola de 2020 sobre um jantar entre dois casais que perde o controle. Wilde divide o elenco com Rogen, Penélope Cruz e Norton. A O2 Play anunciou que o filme de Araki será disponibilizado em outubro.

A atriz passou um ano viajando, lendo livros, vendo filmes e esperando a poeira baixar antes de decidir como continuaria sua carreira. Ela compara esse intervalo ao pousio, prática agrícola em que a terra descansa para recuperar nutrientes. “Depois do que passei, eu poderia ter simplesmente voltado à ativa imediatamente. Mas tirei um tempo para revolver o solo”, afirmou.

Angela como escolha pessoal

Wilde inicialmente queria apenas dirigir O Convite. O interesse pelo projeto também vinha da possibilidade de filmar em película de 35mm e trabalhar em um único ambiente, com ensaios intensos e espaço para que as cenas se desenvolvessem durante as gravações.

A escalação de Angela mudou quando o ator cotado para o papel deixou a produção. Depois de sugerir outras atrizes, Wilde ouviu de Rogen e Norton que deveria assumir a personagem. Angela é uma mulher tensa, na casa dos quarenta anos, que tenta impressionar vizinhos sexualmente aventureiros.

Para Wilde, interpretar a personagem trouxe uma sensação de liberdade e permitiu romper com a expectativa de ser apresentada como objeto de desejo. O papel também ajudou a transformar o longa em uma experiência mais íntima, marcada por conversas sobre medos, arrependimentos e relacionamentos duradouros.

Produções que abriram novos caminhos

Antes das filmagens, elenco e roteiristas passaram duas semanas trabalhando no material. Will McCormack e Rashida Jones incorporaram ao roteiro ideias surgidas nessas conversas, fazendo com que o projeto se afastasse da condição de simples remake.

O resultado foi aplaudido em Sundance. A A24 comprou O Convite por US$ 12 milhões, enquanto a Magnolia adquiriu I Want Your Sex após o festival. Wilde também defendeu que sua comédia tivesse lançamento nos cinemas, acreditando que as conversas francas do filme funcionariam melhor diante de uma plateia reunida.

A retomada acontece depois de um período de crises de imagem pública envolvendo o divórcio, o relacionamento com Harry Styles e rumores sobre os bastidores de Não Se Preocupe, Querida, seu segundo longa como diretora, lançado em 2022. “Acho que o que você talvez perceba na tela, em ambos os papéis, é uma verdadeira atitude de ‘não estou nem aí'”, disse.

Wilde já prepara outro longa em Londres. Ela afirma apenas que será uma comédia e relaciona o projeto ao momento atual de sua vida. Em 2026, a atriz e cineasta também reflete sobre amadurecimento, identidade artística e a possibilidade de continuar trabalhando com mais tranquilidade.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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