Tudo o que está em cena
Resident Evil leva a insegurança dos videogames para uma nova história no cinema
Foto: Divulgação
Música

Resident Evil leva a insegurança dos videogames para uma nova história no cinema

Dirigido por Zach Cregger, o longa acompanha um entregador em Raccoon City e aposta na tensão do survival horror.

O novo filme de Resident Evil transforma a falta de preparo do protagonista em uma das principais fontes de tensão. Em vez de apresentar um herói pronto para enfrentar qualquer ameaça, a produção coloca Bryan, vivido por Austin Abrams, diante de uma cidade destruída por um desastre biológico e de perigos que ele não compreende completamente.

A história se passa em 2026 e não dá continuidade às versões anteriores da franquia nos cinemas. Também não adapta diretamente uma das tramas mais conhecidas dos games. A partir do universo criado pela Capcom, Zach Cregger constrói uma aventura inédita em Raccoon City, acompanhando um entregador de suprimentos médicos que chega ao local sem saber o que encontrará.

Medo criado pela incerteza

Bryan precisa atravessar uma longa noite, lidar com criaturas e descobrir como avançar em meio ao caos. A jornada segue uma lógica próxima à de uma partida: investigar o ambiente, alcançar um destino, encontrar pessoas ou objetos e escapar de ameaças. A diferença está na vulnerabilidade do personagem, que frequentemente parece estar atrasado em relação ao perigo.

Essa limitação mantém a tensão porque Bryan não domina as regras daquele mundo. Ao longo do caminho, ele cruza com pessoas carismáticas, crianças que pedem ajuda e desconhecidos aparentemente dispostos a colaborar. A dúvida passa a fazer parte da experiência: quem está infectado, quem esconde algo e quem pode ser um aliado?

As criaturas ocupam espaço crescente na trama e não aparecem apenas como combustível para cenas de ação. Elas funcionam como obstáculos imprevisíveis, capazes de transformar qualquer ambiente em uma armadilha. O filme também preserva a sensação de que algo pode surgir a qualquer momento, inclusive quando o espectador acredita entender a situação.

Uma nova fase para a franquia

A escolha de Cregger se distancia das adaptações anteriores. O primeiro filme chegou ao cinema em 2002, dirigido por Paul W. S. Anderson e estrelado por Milla Jovovich. Essa versão desenvolveu uma identidade própria ao longo de seis filmes. Em 2021, a franquia ganhou ainda Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, com Kaya Scodelario no elenco.

Na nova produção, a exploração em POV, os recursos limitados e as ameaças escondidas são usados como ferramentas de linguagem cinematográfica. A proposta não fica apenas nas referências aos jogos: ela tenta reproduzir a sensação de quem avança sem saber o que existe atrás da próxima porta.

O resultado se aproxima mais do espírito de survival horror do que das adaptações anteriores. O longa recebeu classificação 18 anos no Brasil por causa da violência sangrenta, com cenas de sangue, cabeças explodindo e criaturas destruídas de forma gráfica. A brutalidade acompanha o clima de medo e reforça a ideia de que os monstros precisam provocar insegurança, não apenas aparecer na tela.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5