Ringo Starr destacou a sintonia com John Lennon e Klaus Voormann durante as gravações de John Lennon/Plastic Ono Band, projeto lançado em 1970, depois do fim dos Beatles. Para o baterista, a proximidade entre os três músicos ajudou a criar uma dinâmica espontânea no estúdio.
“Foi incrível”, afirmou Starr ao recordar o trabalho. Lennon levava as músicas, enquanto os outros acompanhavam o desenvolvimento das gravações. O baterista descreveu a experiência como uma sessão próxima de uma jam session, sem um roteiro rígido para a condução das faixas.
A formação da Plastic Ono Band
Starr tocou bateria no álbum e integrou o núcleo principal da Plastic Ono Band ao lado de Lennon e Voormann, que tocou baixo. O projeto também reuniu nomes como Yoko Ono, Eric Clapton, George Harrison e Phil Spector, além de ter se transformado em uma combinação de supergrupo e coletivo artístico.
A familiaridade entre os músicos foi apontada por Starr como um dos fatores que favoreceram o resultado. Ele já conhecia Voormann, enquanto sua relação com Lennon vinha do período em que os dois fizeram parte dos Beatles. Essa conexão permitiu que o trio percebesse o caminho das gravações enquanto tocava.
Mesmo depois de participar de 12 álbuns dos Beatles, Starr classificou aquele trabalho entre suas experiências preferidas em estúdio. Ele também ressaltou a presença de Lennon nas sessões, lembrando a forma direta como o músico se expressava ao cantar e interpretar as canções.
Fora dos Beatles, Starr manteve uma trajetória de destaque. “It Don’t Come Easy” chegou ao público na virada para os anos 1970, e o baterista também alcançou o topo das paradas com “Photograph” e “You’re Sixteen”. Por um período, ele foi o Beatle mais popular nos Estados Unidos.







