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McCartney conta como enfrentou o fim dos Beatles e criou o Wings
Foto: David Redfern/Redferns
Música

McCartney conta como enfrentou o fim dos Beatles e criou o Wings

Em conversa após a exibição de Man on the Run, músico relembrou conflitos, saúde mental e o começo da carreira solo.

Paul McCartney relembrou os anos de transformação depois do fim dos Beatles durante uma conversa com Morgan Neville e Judd Apatow, após a exibição de Paul McCartney: Man on the Run, em Los Angeles. O documentário acompanha a trajetória do músico entre o encerramento da banda, em 1969, a criação do Wings, em 1971, e o fim do grupo, em 1981.

A sessão aconteceu no Teatro Ted Mann do Museu da Academia, nesta segunda, 28. Dirigido por Neville, vencedor do Oscar, o filme aborda a carreira de McCartney depois dos Beatles e sua vida pessoal.

O começo do Wings

O período posterior à banda foi marcado pela necessidade de recomeçar. McCartney contou que ficar sozinho foi assustador, já que estava acostumado à união do grupo. No álbum McCartney, lançado em abril de 1970, ele escreveu todas as músicas e tocou sozinho os instrumentos em casa, com Linda McCartney nos vocais.

O músico também recusou a ideia de repetir a fórmula dos Beatles. Produtores perguntavam se ele tocaria canções do antigo grupo, incluindo “Yesterday”, mas McCartney dizia que não. Para ele, o desafio era encontrar uma direção diferente, sem transformar o novo trabalho em uma espécie de banda cover dos Beatles.

O Wings surgiu em agosto de 1971, depois dos álbuns McCartney, de 1970, e Ram, de 1971. A formação reunia McCartney, Linda McCartney, Denny Laine, Denny Seiwell e Henry McCullough.

A ruptura provocada pela gestão dos Beatles

McCartney apontou a contratação de Allen Klein como um dos fatores que contribuíram para o fim da banda. Klein assumiu o controle dos negócios em 1969, após a morte de Brian Epstein. O músico afirmou que era o único integrante a desconfiar do empresário, enquanto os demais demonstravam apoio a ele.

“Ele prometeu o mundo e não cumpriu”, disse McCartney, ao explicar por que considerava Klein um vigarista. John Lennon havia defendido a contratação, e os outros integrantes acompanharam a decisão. McCartney relatou ainda que Klein estimulou os demais a se voltarem contra ele, sob a alegação de que tentava controlar o grupo.

Em 1970, McCartney processou os outros Beatles para dissolver legalmente a parceria e se proteger da administração financeira de Klein. Segundo ele, a decisão fez com que o mundo se voltasse contra ele, mas era a única maneira de enfrentar a situação.

A ligação com Lennon

McCartney conheceu John Lennon em Liverpool, quando entrou para os Quarrymen, banda que antecedeu os Beatles, em 1957. Na entrevista, afirmou que os conflitos não apagaram a admiração pelo antigo parceiro.

“Eu sempre amarei” Lennon, declarou o músico. Ele também lembrou que o amigo enfrentou dificuldades familiares desde a infância: o pai deixou a casa quando John tinha cerca de 3 anos, e Julia, sua mãe, morreu atropelada em frente de casa.

Para McCartney, essas experiências ajudam a explicar a angústia de Lennon e alguns de seus comportamentos. Ele disse que o colega podia ser difícil, mas continuava sendo o jovem que conhecera e admirava.

As provocações nas músicas

No início das carreiras solo, McCartney e Lennon trocaram críticas públicas e fizeram referências um ao outro em canções. McCartney afirmou não saber exatamente o que motivava as reações de Lennon, mas imaginou que o antigo parceiro esperasse dele outro tipo de música.

O músico associou os comentários às faixas mais experimentais do Wings, especialmente no começo da banda. A relação, porém, melhorou ao longo da década. Antes de morrer, em 1980, Lennon chegou a elogiar músicas como “Coming Up”.

O impacto do fim da banda

McCartney descreveu a década pós-Beatles como uma fase muito difícil. Para ele, a separação significou perder o único trabalho que tinha na vida, como se tivesse sido demitido. O Wings nasceu nesse cenário, enquanto ele tentava descobrir o que fazer depois do fim do grupo.

Judd Apatow classificou o documentário como um filme sobre um leve colapso nervoso. Ao falar sobre sua saúde mental, McCartney afirmou que a mudança repentina de uma carreira bem-sucedida para uma situação incerta foi difícil de enfrentar.

Ele também contou que começou a beber quando estava sozinho na Escócia, com uma pequena família recém-formada. O nascimento dos filhos, porém, fez com que mudasse de ideia sobre o consumo de álcool.

Ao final da conversa, McCartney afirmou a Neville que gostou do documentário e elogiou o trabalho do diretor. Paul McCartney: Man on the Run está disponível no Prime Video.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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