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Sant transforma perdas e paternidade em novas perguntas no Vol. II
Música

Sant transforma perdas e paternidade em novas perguntas no Vol. II

Rapper retoma trilogia iniciada em 2015 com participações de Emicida, Céu e Whindersson Nunes.

O segundo volume de O Que Separa os Homens dos Meninos usa a paternidade, as perdas e a saúde mental para revisitar a trajetória de Sant. O rapper carioca lançou o primeiro EP em 2015, aos 16 anos, e agora retoma a trilogia com uma abordagem mais distante da raiva e da urgência presentes no início do projeto.

No novo álbum, a ideia central da série reaparece sob outro ponto de vista: a diferença entre homens e meninos não estaria na idade, mas na maneira de enfrentar as dificuldades. Sant relaciona esse amadurecimento à experiência de se tornar pai e ao tempo necessário para olhar para o próprio passado com mais perspectiva.

A faixa-título conta com Emicida e recupera esse conceito ao tratar do crescimento precoce imposto pela realidade das periferias. O disco também apresenta uma mudança na interpretação do rapper, com versos conduzidos por uma cadência mais contida. “Saiba controlar teu sentimento”, canta Sant em um dos trechos da música.

Entre família e gerações

“Carta de Amor” é dedicada ao filho e fala sobre conexão familiar e gratidão a partir de imagens de pontes e equilíbrio. Ao lado de “Fronteiras”, que leva o samba para um álbum de rap, a faixa forma um dos momentos mais leves do projeto.

Em “Meio”, Sant reflete sobre ocupar uma posição entre gerações. A música reúne MC Marechal, ligado à velha guarda, e L7NNON, representante da nova geração. A produção tem instrumentação orgânica, próxima do jazz, enquanto a letra aborda o contraste entre sofrer por questões banais e sorrir diante de assuntos mais sérios.

As participações se espalham por outras faixas. “Corre” reúne Duquesa, 2ZDINIZZ, ADL, Clara Lima e Pecaos em uma construção crescente sobre sobrevivência e rotina na periferia. KL Jay aparece em “Pergunta Se Eu Consegui”, e Céu participa de “Vida Real”, faixa que aproxima o rap da MPB para tratar do cotidiano e da busca por equilíbrio mental.

A saúde mental atravessa o álbum, incluindo a participação de Whindersson Nunes, que fala sobre a própria depressão e a pressão da exposição pública. O tema também aparece na carta dedicada ao filho, a quinta faixa do disco.

Sant já confirmou que a trilogia terá um terceiro e último volume, ainda sem data definida. O novo capítulo funciona como uma continuação da conversa iniciada onze anos atrás, agora com mais espaço para nomear sentimentos que antes apareciam apenas como dor.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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