Em 10 de setembro, Sotam lançou a EP Fiquei o Tempo que Precisei, segundo capítulo do universo iniciado por Fique o Tempo que Precisar (2025). O projeto reúne cinco faixas e amplia a narrativa sobre relacionamentos ao tratar de um período marcado por fim, recomeço, perdão e transformação pessoal.
O rapper paulistano, nome artístico de Thomaz Matos, explica que a mudança do título, do imperativo “Fique” para o passado “Fiquei”, acompanha uma virada no tema. Enquanto o primeiro capítulo apresentava momentos de admiração, saudade e encontros entre um casal, a nova EP se concentra nas partes mais difíceis de uma relação.
“Queria passear por esse lado de uma relação que pouco se fala”, afirmou Sotam. Para ele, o trabalho aborda a necessidade de melhorar individualmente para também mudar a dinâmica de um relacionamento.
As faixas e as parcerias
A abertura, “Epitáfio de um ex apaixonado”, nasceu de uma sessão de estúdio com Murica. A composição trata de um término em que o amor permanece e usa colagens de texto, recurso sugerido pelo parceiro. A inspiração veio de um poema de Gabiisteca.
A EP também traz “Indecisão”, com Matheus Muniz; “O Ato de Nascer de Novo”, com Yngrid; “Melhor de Mim”, com Carla Sol; e “Céu Laranja”, novamente com Matheus Muniz. Além de participar de duas faixas, Muniz integra o processo criativo do projeto. Carla Sol é descrita por Sotam como uma pessoa que costuma apresentar perspectivas que ele ainda não havia percebido.
O trabalho mantém a estética amarela do primeiro capítulo. A capa mostra malas e caixas espalhadas, enquanto o vídeo em plano-sequência percorre as músicas sem cortes. Para Sotam, o clipe convida o público a entrar no universo da EP, acompanhar as canções e depois retomar a própria vida.
A experiência de “Foi Assim”
Antes da nova EP, Sotam ganhou destaque com “Foi Assim”, música que permaneceu por mais de 200 dias no Top 200 do Spotify e chegou ao 21º lugar no Viral de Portugal. Segundo o rapper, a canção foi escrita para alguém que ele ainda conheceria, como uma forma de imaginar experiências que desejava viver.
Sotam não descarta um terceiro capítulo da “caixinha amarela”, embora não faça promessas sobre a continuidade. No momento, a Bloco dos Apaixonados Tour, que já passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, segue para a Europa. Para ele, encontrar pessoas que reconhecem nos shows sentimentos semelhantes aos seus reforça a ideia de que essas experiências não dependem de lugar.







