Sylvester Stallone afirmou que recusou o cargo de “Embaixador de Hollywood” oferecido por Trump em 2025. O ator disse que não foi consultado antes da indicação e só descobriu a nomeação ao assistir à televisão.
A proposta também envolvia Mel Gibson e Jon Voight. Em entrevista ao The Sunday Times, Stallone contou que ouviu na TV que os três ocupariam a função e reagiu com surpresa. Depois, segundo o ator, ele disse a Trump que a tarefa seria uma “missão impossível”.
Stallone explicou que não aceitaria a posição, especialmente porque os estúdios de cinema dos Estados Unidos têm estruturas independentes. Para ele, as empresas não aceitariam receber ordens ou interferências sobre a condução dos negócios.
“Hollywood, eu acho, é como um estado feudal”, declarou. O ator comparou os estúdios a pequenos reinos e afirmou que ele, Gibson e Voight costumam fazer as coisas do próprio jeito. Na avaliação de Stallone, esse perfil dificultaria a atuação de um embaixador.
“Eu disse obrigado e tchau, porque é uma missão impossível”, afirmou. O astro de Rocky, um Lutador também disse que Hollywood funciona e vai evoluir, mas que pessoas do mundo corporativo não teriam interesse em ouvi-lo falar sobre finanças. Stallone foi indicado três vezes ao Oscar.
Plano de incentivos para Hollywood
Voight, por outro lado, aceitou a função. O ator, conhecido por Perdidos na Noite (1969) e vencedor do Oscar por Amargo Regresso (1978), teria se reunido recentemente com Trump na Casa Branca para discutir um plano de incentivos fiscais federais para o cinema e a televisão dos Estados Unidos.
A proposta prevê novos créditos fiscais para tentar conter a transferência de produções e empregos do setor audiovisual para outros países, como o Canadá. Depois do encontro, Trump defendeu no Truth Social que democratas e republicanos trabalhem juntos em uma legislação para a indústria, que classificou como um “desastre completo e total”.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Voight afirmou que a medida busca criar condições competitivas e abrir caminho para uma nova “Era de Ouro” do cinema americano. Ele também disse acreditar que Trump compreende a importância da mídia e sua influência.







