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Susan Sarandon relata novas perdas de papéis por apoio à Palestina
Foto: Alessandra Benedetti - CorbisCorbis via Getty Images
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Susan Sarandon relata novas perdas de papéis por apoio à Palestina

Atriz afirmou, durante o Festival de Veneza, que agências ainda recomendam que profissionais não a contratem.

Susan Sarandon afirmou que continua perdendo oportunidades de trabalho em Hollywood por causa de seu posicionamento público em defesa da Palestina. A atriz disse que teve filmes retirados de seu caminho profissional recentemente e que agências ainda orientam pessoas da indústria a não contratá-la.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre The Echo Chamber, novo filme dirigido por Andrea Pallaoro. Sarandon contou que percebe uma mudança na forma como o público compreende a questão palestina, mas afirmou que parte da indústria cinematográfica ainda demonstra resistência às suas posições.

“Eu ainda tive filmes tirados de mim recentemente porque há agências que continuam dizendo às pessoas para não me contratar”, declarou a atriz.

Sarandon também falou sobre a relação histórica entre Palestina, Estados Unidos e o movimento sionista. Na avaliação dela, o debate sobre o apoio norte-americano a Israel ganhou maior dimensão nos últimos anos.

A atriz agradeceu a Andrea Pallaoro por ter aceitado trabalhar com ela. “Quero agradecer a Andrea, porque ele não dá ouvidos aos avisos”, afirmou.

Relatos anteriores

Sarandon já havia associado sua atuação política a consequências profissionais. Em 2023, depois dos ataques de 7 de outubro, ela fez declarações durante um protesto que mais tarde reconheceu como inadequadas e pelas quais pediu desculpas.

Naquele período, a United Talent Agency (UTA) encerrou a representação da atriz. Desde então, Sarandon passou a falar publicamente sobre os efeitos que seu posicionamento teria causado em sua carreira.

Durante a cerimônia do Goya Awards, no início deste ano, ela afirmou que havia sido afastada pela agência por participar de manifestações e defender um cessar-fogo em Gaza. Também disse que, durante determinado período, ficou praticamente impossível conseguir trabalhos ligados a grandes produções de Hollywood.

Segundo Sarandon, um diretor italiano a contratou para um filme mesmo após receber uma recomendação para não fazer isso. Diante desse cenário, ela afirmou que passou a atuar principalmente em produções independentes e projetos europeus. Na coletiva em Veneza, a atriz declarou: “Eu encontrei minha família, encontrei meu povo e estou bem”.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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