O Knotfest marcou a The Mönic não só pelo tamanho do palco, mas também pelo público que a banda passou a alcançar. Dani Buarque contou que, por onde o grupo se apresenta, pessoas dizem ter conhecido as músicas durante o festival. Dois anos depois, a lembrança continua aparecendo no contato com fãs de diferentes regiões do país.
A participação aconteceu em um festival de metal, embora a The Mönic não se defina como uma banda do gênero. O grupo transita por diferentes sonoridades e tem algumas faixas próximas desse universo. A apresentação também foi a primeira vez que as integrantes tocaram em um estádio diante de um público numeroso.
Dani relatou que o contexto trouxe medo de não haver público e de a banda não ser recebida naquele ambiente. O nervosismo foi tão intenso que, segundo ela, chegou a paralisá-la nos primeiros momentos. Ainda assim, o receio não se confirmou: a The Mönic abriu o festival para uma plateia grande.
“Eu acho que foi um show que mudou o jogo pra gente”, contou Dani. Ela também lembrou a sensação de olhar para o público e estar no palco de um local onde já havia visto apresentações de Paul McCartney.
As contas continuam chegando
A experiência no Knotfest foi relacionada por Dani às dificuldades de manter uma carreira musical. Ela afirmou que existe uma expectativa de que bandas underground possam interromper os shows para produzir um disco, mas as despesas seguem existindo. Por isso, fazer apresentações continua sendo necessário.
Grande parte das integrantes da The Mönic concilia a música com dois, três empregos. A rotina envolve equilibrar a banda com aluguel, trabalho e outras contas, o que torna difícil se dedicar exclusivamente à carreira artística.
Para Dani, lidar com os lados positivos e negativos da profissão ajuda a atravessar os períodos de desgaste. Ela diz que a música exige tempo e energia, sem oferecer garantia de retorno, mas é justamente a vivência completa com a banda que mantém sua vontade de continuar e fazer o trabalho acontecer.







