A trilha sonora de Monstro: A História de Lizzie Borden combina músicas de diferentes décadas para acompanhar a trama ambientada no século dezenove. A produção, nova temporada da antologia de Ryan Murphy, ocupa o primeiro lugar entre as séries mais assistidas em 60 países.
A seleção inclui faixas associadas a períodos posteriores à história principal, como “Cherry Bomb”, do The Runaways, e “I’m On Fire”, na versão do Chromatics. A proposta é criar uma conexão entre os acontecimentos retratados e a percepção do público atual, sem deixar os personagens presos a uma reconstrução histórica.
Ian Brennan, cocriador da série, explica que a escolha também acompanha a estrutura narrativa, que passa por diferentes momentos e personagens. “Como já estávamos atravessando diferentes períodos, fazer o mesmo com a música e conectá-la ao presente pareceu a escolha certa”, afirma.
Músicas da trilha sonora
- “Cherry Bomb” — The Runaways
- “Hounds of Love” — Kate Bush
- “mangeout” — Wet Leg
- “Cuntology 101” — Lambrini Girls
- “Today” — Jefferson Airplane
- “The End” — The Doors
- “I’m On Fire” — Chromatics
- “Smalltown Boy” — Bronski Beat
- “The Last Time” — Andrew Oldham Orchestra
- “Carnival” — Natalie Merchant
A história de Lizzie Borden
A série acompanha Lizzie Borden, interpretada por Ella Beatty, após o assassinato dos pais. A narrativa também recua até Elizabeth Báthory, vivida por Vicky Krieps em flashbacks, e avança novamente até Aileen Wuornos, personagem de Sarah Paulson.
Em 1892, Lizzie Borden foi acusada de matar o pai, Andrew Borden, e a madrasta, Abby Borden, com golpes de machado dentro da casa da família, em Massachusetts. O julgamento se tornou um dos casos mais famosos da época. Lizzie foi absolvida por falta de provas, mas continuou ligada ao crime que chocou os Estados Unidos.
A produção abandona uma sequência temporal rígida para conectar essas diferentes histórias. Nesse percurso, as músicas contemporâneas funcionam como uma ponte entre o século XIX e o presente.







