A “Loop Tour” ficou apenas com Ed Sheeran depois que os atos de abertura e a banda de apoio deixaram a excursão. A debandada começou após Finneas anunciar a própria saída em apoio a Macklemore, demitido da turnê depois de gritar “Palestina livre” durante um show em Nova Jersey.
A decisão também provocou impacto nas redes sociais e na programação de uma rádio. Ed Sheeran perdeu mais de 300 mil seguidores no Instagram e foi banido de uma rádio na Irlanda. O cantor inglês passou a ser criticado por artistas e fãs por manter uma postura pública considerada isenta em relação à guerra entre Israel e Palestina.
Pressão sobre a turnê
Donos de arenas e estádios nos Estados Unidos, descritos na fonte como pró-Israel, se recusaram a receber apresentações de Ed Sheeran caso Macklemore continuasse como atração de abertura. Diante da pressão, o rapper foi retirado da programação.
Depois da saída de Finneas, todos os outros atos de abertura e a banda que acompanhava Ed Sheeran também abandonaram a turnê. Com isso, o cantor ficou sozinho na formação de apresentações da “Loop Tour”.
Declaração de Ed Sheeran
Ed Sheeran afirmou que não foi responsável pela demissão de Macklemore. Segundo o cantor, a decisão partiu da produtora da turnê, embora ele tenha confirmado que foi pressionado a aceitar a retirada do rapper. Caso contrário, as arenas e os estádios não receberiam os shows, o que poderia levar a cancelamentos e desapontar milhares de fãs.
“Não sou cúmplice”, declarou Ed Sheeran. Ele também disse respeitar a decisão de Macklemore de se posicionar e defendeu a possibilidade de artistas adotarem abordagens diferentes em busca da paz. O cantor explicou que prefere não usar sua plataforma profissional para tratar de política porque seu público inclui jovens, frequentemente crianças, de diferentes contextos.







